Enquanto isso, nos arredores do condomínio Baía Azul Serena, um massacre silencioso acontecia.
Três carros pretos deixaram o local em alta velocidade, dirigindo-se a uma mansão isolada na zona sul.
Vinicius saiu do carro, estalando os pulsos, e ordenou friamente:
— Levem-nos para dentro.
No porão da mansão.
Kylen, vestido todo de preto, estava sentado num sofá escuro. Sobre a mesa à sua frente, repousavam um boné e uma máscara.
Ele removia, com calma metódica, as cicatrizes falsas das costas da mão. Ao ouvir o barulho, apenas ergueu levemente as pálpebras.
Vinicius arrastou um homem e o jogou a alguns metros de Kylen.
Os outros quatro foram atirados pelos seguranças no mesmo monte.
Vinicius postou-se ao lado.
— Diretor Lourenço, todos capturados vivos.
Kylen soltou um murmúrio de aprovação indiferente. Terminou de arrancar a última cicatriz falsa e, só então, pareceu realmente olhar para as figuras no chão. Recostou-se no sofá, o olhar cortante como gelo.
Pegou um isqueiro preto e levantou-se, caminhando em direção à saída. A luz incidia sobre seus ombros largos cobertos apenas por uma blusa fina de cashmere. Ele acendeu um cigarro e fechou a tampa do isqueiro com um estalo.
— É dia de Ano Novo. Não quero sangue.
Assim que as palavras saíram de sua boca, Vinicius retirou uma barra de ferro da parede, enquanto os seguranças trancavam a porta do porão.
Não importava o quanto gritassem lá dentro; do lado de fora, o silêncio seria absoluto.
Dez minutos depois.
Os cinco homens no chão não tinham sangue visível, mas seus corpos estavam moles como lama, completamente quebrados.
Vinicius largou a barra de ferro, pegou uma toalha morna de um segurança para limpar as mãos e subiu para a sala.
Kylen estava no sofá, segurando um copo de bebida.
— Diretor Lourenço, eles falaram. O pagamento, assim como o e-mail que a velha senhora recebeu, veio da fronteira. Mas não temos certeza se é a mesma pessoa. Mandei rastrear a conta do pagamento agora mesmo; é uma conta virtual.
Fronteira...
Um brilho assassino passou pelos olhos de Kylen. Ele virou o resto da bebida num gole só.
— Fale pelo telefone. Estou voltando para a casa da minha família, não posso te encontrar.
O homem do outro lado da linha riu de forma sinistra:
— O Kylen provavelmente não sabe que o tiro no seu ombro foi disparado por você mesma, sabe?
A expressão de Yolanda congelou. Ela desligou na hora e ordenou ao motorista:
— Não vamos para casa agora.
O carro entrou em uma propriedade isolada.
A governanta ajudou Yolanda a sair do carro e a colocou na cadeira de rodas, empurrando-a para dentro.
Já no interior da casa, Yolanda fez um gesto.
— Esperem aqui.
A cadeira de rodas elétrica avançou sozinha em direção a um quarto no térreo com a porta entreaberta, mergulhado na escuridão.
Assim que Yolanda entrou, a porta se fechou automaticamente com uma batida seca. Imediatamente, ela sentiu um frio no pescoço e uma mão apertou sua garganta com violência!

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