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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 221

— Sente-se direito. — O homem falou com indiferença.

Alícia virou-se de lado, recostando-se na poltrona e fechando os olhos.

No início, a presença imponente do homem ao seu lado deixou seu coração agitado.

Depois, seus pensamentos vagaram para a auditoria da estação de correspondentes estrangeiros, cujo resultado deveria sair naqueles dias.

Pelos seus cálculos, já era final de ano. Provavelmente, logo após o feriado, ela partiria para a Inglaterra.

Antes disso, durante o recesso, ela certamente voltaria à Mansão Lourenço para fazer companhia à avó...

Kylen descansava de olhos fechados. Pouco tempo depois, ouviu-se uma respiração ritmada ao seu lado.

Ele abriu os olhos e virou a cabeça para observar Alícia adormecida.

...

O helicóptero pousou no terraço do hospital da Família Lourenço.

Kylen sentiu a pessoa em seus braços se mexer. Abriu os olhos, observando os cílios dela tremularem levemente, e a ajudou a se endireitar em seu assento original.

Alícia abriu os olhos e demorou um instante para perceber que haviam aterrissado.

Ela bocejou, fingindo olhar casualmente para Kylen — que não se sabia se dormia ou apenas repousava — e levantou-se para sacudir Narciso.

— Chegamos à Cidade Linvar, seu dorminhoco!

Narciso acordou com o solavanco.

A equipe médica já aguardava. Assim que a aeronave tocou o solo, levaram Julian para receber tratamento adequado.

Kylen mal havia descido do helicóptero quando Vinicius se aproximou apressado, com expressão grave.

— Diretor Lourenço, seu telefone não estava chamando. O Sr. Batista ligou para mim. A velha senhora vomitou sangue.

Alícia, que descia logo atrás, ouviu as palavras de Vinicius.

O carro disparou em alta velocidade rumo à Mansão Lourenço.

Alícia correu ansiosa para entrar no quarto, mas foi barrada pelo Sr. Batista.

— Sr. Batista, como a vovó vomitou sangue de repente? Por que não a levaram para o hospital?

O Sr. Batista tinha uma expressão pesada.

— Jovem senhora, a velha senhora pediu que você aguardasse aqui fora.

Alícia estacou, atônita.

Os passos de Kylen hesitaram por uma fração de segundo, e uma escuridão profunda tomou conta de seus olhos negros.

O tempo pareceu se esticar infinitamente.

Sua voz soou grave ao extremo:

— Ela não sabe.

Como se as lágrimas tivessem secado, o rosto de Lívia tornou-se acinzentado.

Aquela menina que ela cuidara com tanto zelo, criada como uma dama da Família Lourenço, a criança que ela amparou por tantos anos... era filha do assassino de seu filho e de sua nora.

Olhando para trás, Lívia sentiu que tinha sido uma tola a vida inteira.

Ela moveu os lábios exangues e murmurou:

— A criança é inocente. Ela tinha apenas cinco anos na época. O erro da Família Serra não tem nada a ver com ela.

— Mas eu não permitirei que ela continue na Família Lourenço.

Lívia forçou o corpo a se sentar, cravando as unhas no pulso de Kylen. Como num último surto de energia antes do fim, a força era tamanha que quase perfurava a pele dele.

Com a voz rouca, ela exigiu:

— Só tenho um pedido a lhe fazer. Divorcie-se dela.

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