Entrar Via

Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 209

— Sra. Arantes, o que acha? Vou ajudá-la a se trocar.

Dizendo isso, ela foi levantar a coberta que cobria as pernas de Yolanda.

De repente, Yolanda deu um tapa forte no rosto dela!

— Sua idiota, não me toque!

A cuidadora ficou atordoada com o tapa, e seu rosto empalideceu instantaneamente.

O que ela tinha dito de errado? O que tinha feito de errado?

— Sra. Arantes, eu só queria ajudar...

Ao encontrar o olhar sombrio de Yolanda, ela sentiu o couro cabeludo formigar e todo o corpo se arrepiar. As palavras que estavam na ponta da língua foram engolidas a seco.

Aquela era a Sra. Arantes, sempre tão gentil e elegante?

Por que parecia ter se transformado em outra pessoa?

Yolanda respirou fundo, com os dedos cerrados com força, reprimindo a raiva enquanto dizia:

— Vá procurar alguém e descubra se o navio da Família Gonçalo ainda não atracou.

A cuidadora não ousou hesitar nem por um segundo. Pegou o celular rapidamente e fez uma ligação para investigar.

Pouco depois, o retorno veio.

Yolanda não conseguia ouvir o que a pessoa do outro lado da linha dizia.

Ela apenas viu a expressão da cuidadora piorar à medida que ouvia. Ao desligar, a mulher olhou para Yolanda.

Yolanda virou-se bruscamente para ela, seus olhos fixos e sem vida.

— Fale logo.

— O navio... o navio atracou ontem à noite. O Diretor Lourenço, ele... ele não voltou...

A cuidadora gaguejava cada vez mais, tremendo.

— Ouvi dizer que algo aconteceu com a Alícia, ela foi sequestrada no mar. O Diretor Lourenço levou os melhores guarda-costas e foi de helicóptero para o resgate, Sra. Arantes...

O olhar de Yolanda tremeu.

Seus olhos perderam o foco. Seus dedos tatearam a beira da cama até encontrar o celular, e ela discou o número de Kylen.

A chamada não completou.

Ela ligou para Vinicius, mas também não conseguiu contato.

Alícia encostou-se na parede e respirou fundo, percebendo que seu corpo, especialmente aquela região, não estava tão desconfortável quanto imaginava após o ato. Pelo canto do olho, viu uma caixa de água mineral usada pela metade no chão e, de repente, entendeu.

Kylen a havia limpado.

Ela abriu o saco de dormir, levantou-se e foi até a janela. A ilha estava cercada pela água do mar que havia subido, mas a casa ficava num terreno elevado e não fora atingida.

Embora o céu ainda não estivesse claro o suficiente, o vento e as ondas no mar haviam diminuído muito. A tempestade devia acabar em breve.

Sua barriga roncou de repente. Que fome.

Ela sentia que poderia comer um boi inteiro agora.

Ela podia suportar qualquer coisa, menos fome.

Ela lembrou que havia comida entre os suprimentos trazidos do helicóptero e do iate ontem, deixados no térreo.

Ela abriu a porta do quarto e saiu. Quando se preparava para descer as escadas, ouviu uma voz fraca. Era Julian.

Ele acordou!

Mas, ao chegar ao topo da escada, ouviu Julian arfar algumas vezes e questionar com voz grave:

— No fundo, você ama a Alícia, não ama?

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Adeus, Meu Ontem!