Alícia respirou fundo.
O que ela estava imaginando?
Eles eram pessoas de mundos completamente diferentes, nada a ver um com o outro. A única semelhança era a agilidade e a destreza nos movimentos.
Pelo canto do olho, Lúcio notou o pequeno risco de sangue no queixo de Alícia, causado pelos estilhaços de vidro. Ele ajustou o fecho de suas luvas táticas, e um brilho frio passou por seus olhos castanho-escuros.
Ele apanhou a barra de ferro do chão. Aqueles homens recuaram meio passo instintivamente, trocaram olhares e avançaram todos de uma vez!
Eram muitos.
Alícia não pôde deixar de se preocupar.
Era difícil vencer tantos oponentes sozinho, ainda mais quando a estrada inteira estava cheia de gente de origem desconhecida. Por melhor que Lúcio fosse, não conseguiria resistir a tantos ataques.
Além disso, ele não podia se concentrar totalmente em lidar com eles.
Ele ainda precisava dividir a atenção para garantir a segurança dela.
Se continuasse assim, Lúcio, Hélder e os outros acabariam feridos.
De repente, Alícia congelou.
Uma adaga afiada perfurou o braço direito de Lúcio.
A aura de Lúcio esfriou abruptamente. Ele agarrou a mão que segurava a adaga, torceu o pulso do oponente para trás e, com um som de osso quebrando, a adaga foi cravada diretamente no peito do atacante.
Hélder, livrando-se do cerco, correu velozmente.
— J!
Lúcio olhou para ele com frieza e indicou com os olhos para que ele fosse proteger Alícia na outra porta.
Alícia sabia que não era hora de bancar a heroína; com suas poucas habilidades, se descesse do carro, só atrapalharia. Então, ficou quieta no carro, esperando Lúcio e Hélder resolverem o problema.
Mas ela não conseguia deixar de se preocupar. Havia inimigos demais.
Ela já tinha ligado para a polícia, mas até agora nenhuma viatura havia aparecido.
O braço de Lúcio foi atingido; ele certamente estava ferido. Ela não podia mais ficar apenas olhando.
Ela pegou o celular novamente, discou um número e disse com voz tensa:
— Vinicius...
Lúcio virou o corpo para desviar da mão dela e balançou a cabeça.
Só então ela viu que a roupa no braço de Lúcio estava apenas rasgada pela lâmina, mas não havia sangue.
Mas ela tinha visto claramente alguém cravar uma adaga no braço dele. Deveria estar sangrando muito, como não havia nada?
Será que ela viu errado?
Vinicius caminhou até Alícia e inclinou a cabeça levemente:
— Senhora, você não se feriu, certo?
— Eu não. Examine ele, parece que ele se machucou.
Vinicius olhou para a pessoa que Alícia apontava.
— Amigo da senhora?
— Pode-se dizer que sim. — Alícia assentiu e segurou Lúcio, que se preparava para ir embora. — Deixe ele te examinar. Só vá embora depois de ter certeza de que não está ferido.
Lúcio se feriu para salvá-la; ela não podia simplesmente ignorar.

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