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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 158

Fora do saguão da emergência do hospital, Alícia disse algo e Julian fez uma ligação. Logo depois, ele acompanhou Alícia de volta à emergência para encontrar seus colegas.

Pouco tempo depois, um homem com aparência de guarda-costas apareceu carregando embalagens de comida do restaurante O Sabor da Primavera em direção à emergência.

O Sabor da Primavera era um restaurante pertencente à Família Gonçalo.

Era o sabor que Alícia gostava.

A babá de Yolanda correu apressada, ofegante, e disse:

— Diretor Lourenço, a Sra. Arantes acordou.

Os olhos de Kylen estavam sombrios e ele disse friamente:

— Chame o médico.

...

Tarde da noite, Alícia voltou para casa. Após se lavar, deitou na cama, mas não conseguia dormir, virando-se de um lado para o outro. Ela pegou o celular na mesa de cabeceira, abriu o WhatsApp e entrou na conversa com Lúcio.

Alícia: [Lúcio, como é a sua pontaria?]

O ataque terrorista de hoje no lar de idosos a fez perceber de repente que, se no futuro ela fosse para o Reino Unido, que poderia estar instável, ter a habilidade de atirar a ajudaria a se proteger melhor.

Dentre as pessoas que ela conhecia, a pontaria de Kylen era a melhor.

O avô materno dele vinha de uma família militar e política. Kylen cresceu nesse ambiente e diziam que aos treze anos sua pontaria já era infalível.

Kylen, assim como ela, pulou etapas na escola desde cedo. Terminou a universidade aos dezoito anos e depois se alistou no exército, passando por um treinamento rigorosíssimo. Ficou nas forças armadas por dois anos antes de retornar e assumir os negócios da Família Lourenço.

Suas habilidades de combate eram de nível superprofissional; ele já fora campeão nacional de MMA.

Mas ela não poderia pedir para Kylen ensiná-la.

E também não poderia pedir a Hélder, caso contrário Narciso Simões certamente perceberia algo.

Depois de digitar, ela colocou o celular sobre o peito. Assim que o soltou, o WhatsApp apitou.

Lúcio respondeu.

Lúcio: [Razoável.]

Alícia imediatamente se animou e sentou-se na cama.

Ela esqueceu onde tinha ouvido falar que, se uma pessoa fica brava sem motivo aparente, oito em cada dez vezes tem a ver com dinheiro.

Ela entendeu: o valor não estava adequado.

Alícia: [Eu sei que o Narciso já te pagou, mas se você me ensinar a atirar, eu te pagarei uma quantia extra. Não será menos do que o Narciso te dá.]

A mensagem foi enviada, mas Lúcio não respondeu mais.

Até o final da tarde do dia seguinte, quando ela encontrou Lúcio na academia. Ela caminhou rapidamente até ele, curvou-se à sua frente e perguntou em voz baixa e tentativa:

— Lúcio, por que você não me respondeu ontem à noite?

Lúcio estava sentado no banco, curvado amarrando os cadarços de suas botas de coturno. Claramente ouviu o que ela disse, mas não lhe deu atenção.

Alícia achou estranho. A personalidade de Lúcio era peculiar: não se irritava com coisas grandes, mas ficava bravo inexplicavelmente com coisas pequenas.

Até o fim do treino, Lúcio não "falou" uma palavra com ela.

Olhando para as costas do instrutor frio enquanto ele ia embora, Alícia se sentiu confusa. Tomou banho, trocou de roupa e, no caminho de carro para casa, continuou sem entender nada.

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