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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 151

Ela, que geralmente era tão comedida, nunca havia agido de forma tão impensada antes.

Ao ver que Lúcio Sequeira não explodiu de raiva nem foi embora furioso, mas apenas permaneceu sentado no sofá, de cabeça baixa, colocando as luvas silenciosamente, Alícia Serra sentiu uma pontada dolorosa na consciência.

Ela se agachou diante de Lúcio e juntou as mãos em um gesto de súplica.

— Desculpe, Lúcio, eu...

O homem sentado no sofá fechou o fecho magnético das luvas e baixou os olhos para a mulher agachada à sua frente. O rosto dela estava cheio de remorso, tão envergonhada que parecia querer cavar um buraco e se esconder. O olhar dele escureceu ligeiramente, e ele pegou o celular.

[Por quê?]

Lúcio estendeu o celular para ela.

Parecia que a desculpa de ter "escorregado o dedo" era realmente péssima; Lúcio não acreditou nem por um segundo.

Alícia pensou e repensou, mas não conseguia admitir que suspeitava que ele fosse Vinicius Costa. Então, teve que improvisar:

— Curiosidade.

Obviamente, essa resposta deixou Lúcio sem palavras. Ele ficou em silêncio por alguns segundos e digitou duas palavras:

[Esqueça.]

A consciência de Alícia doeu ainda mais.

Em seguida, ele digitou mais uma frase:

[Minhas mãos foram queimadas pelo fogo. Uso luvas de compressão constantemente para evitar a hipertrofia das cicatrizes.]

Alícia teve vontade de se dar dois socos. Como pôde, do nada, suspeitar que Lúcio fosse Vinicius?

Sem falar no quanto Vinicius era ocupado, estava na cara que ele e Hélder nem eram próximos.

Embora Lúcio tivesse dito que não a culpava, ela podia sentir claramente que o clima ao redor dele estava pesado.

Alícia, ainda agachada aos pés dele, disse com sinceridade:

— Desculpe, Lúcio, peço perdão formalmente. Se estiver com raiva, pode me dar uns dois socos, eu juro que não revido... Claro que, mesmo se eu revidasse, não ganharia de você, mas prometo que não darei um pio.

Lúcio olhou para ela silenciosamente e guardou o celular no bolso.

De repente, ele levantou a mão em direção a ela. Alícia fechou os olhos instintivamente.

Seus cílios tremiam sem parar, os lábios estavam apertados; mesmo diante do "fim", ela se lembrava de sua promessa: não dar um pio.

Ele se aproximou de repente, e o sorriso em seus olhos se aprofundou.

— Ouvi dizer que você vai se divorciar do meu irmão mais velho?

Até a matriarca já sabia, então não era surpresa que Alcides soubesse. Alícia não viu motivo para esconder.

— O que foi? Vai começar a sonhar acordado em plena luz do dia?

Alcides adorava ouvir esse tom de voz de Alícia, que trazia uma pitada de travessura e ousadia.

— Alcides, Alícia... até nossos nomes combinam tanto. Depois que você se divorciar, eu vou te cortejar.

Ele baixou a cabeça, fixando o olhar nos olhos dela, e sussurrou:

— Eu posso te ajudar a conseguir a certidão de divórcio mais rápido.

Alícia sentiu um arrepio inexplicável e se lembrou da conversa que ouviu naquele dia no Ébrio da Noite entre Gustavo Soares e os outros.

Alguém da Família Lourenço estava em conluio com Gustavo.

Seria Alcides essa pessoa?

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