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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 150

Ao ouvir os passos, o homem junto à janela virou-se lentamente. Sob a aba baixa do boné, apenas um par de olhos castanhos profundos estava visível.

Ele acenou levemente com a cabeça para Alícia.

Alícia recuperou-se e caminhou até Lúcio, fingindo casualidade ao perguntar:

— O aquecimento está tão forte, você não sente calor com esse boné e luvas?

Após alguns encontros, ela percebeu que, embora Lúcio fosse um pouco frio, era de convivência fácil, então seu tom de voz tornara-se mais informal.

Lúcio baixou o olhar para as mãos enluvadas de preto, onde apenas as pontas dos dedos apareciam, e digitou uma frase no celular: [Não atrapalha.]

Mesmo sem falar, as duas palavras digitadas transmitiam uma certa frieza.

Alícia sorriu.

— Que bom, então.

Ela largou a garrafa de água e começou a alongar-se para o aquecimento.

Lúcio permaneceu ao lado, braços cruzados, observando com indiferença enquanto ela "pulava para lá e para cá" no aquecimento.

A mente de Alícia, no entanto, girava rapidamente, tentando recordar aquela sensação de familiaridade de momentos atrás.

Enquanto girava os pulsos, ela observava a silhueta de Lúcio com a visão periférica.

— Aquecimento pronto, vamos começar.

Alícia esfregou as mãos, deu dois pulinhos no lugar e partiu para o ataque contra Lúcio.

Ela aprendia rápido, os golpes de luta estavam gravados em sua mente. Embora ainda lhe faltasse força, seus movimentos já não eram apenas teóricos.

No entanto, diante de Lúcio, seus golpes ainda eram insuficientes. Lúcio esquivou-se de seu ataque com facilidade.

Alícia atacou o ar.

Vendo que ela estava prestes a cair no chão, Lúcio estendeu a mão agilmente para segurá-la.

Ela, porém, agarrou o pulso de Lúcio num movimento reverso. Ao pé do ouvido, ouviu a respiração do homem ficar subitamente tensa.

Alícia fixou o olhar naqueles olhos escondidos sob a aba do boné e falou de repente:

— Vinicius?

Quando percebeu que tinha errado a pessoa, já era tarde demais para recuar.

O fecho magnético da luva esquerda de Lúcio soltou-se, e a luva foi arrancada por ela.

Era uma mão de dedos longos, mas, do pulso até as pontas dos dedos, estava coberta por cicatrizes deformadas e salientes.

Não era a mão de Vinicius que ela conhecia.

Ela tinha imaginado coisas!

O rosto de Alícia alternou entre o pálido e o vermelho. Ela ficou parada, rindo sem graça:

— Ah, hahaha, minha mão escorregou.

Lúcio, sem dizer uma palavra, estendeu a mão diante dela e pegou a luva que ela segurava.

As pontas dos dedos de Alícia estavam rígidas, mas ela tentou manter a compostura.

Só agora ela entendia por que Lúcio usava luvas o tempo todo: suas mãos eram cheias de cicatrizes.

O que ela acabara de fazer não foi exatamente jogar sal na ferida dele?

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