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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 141

A presença daquele homem era avassaladora. Sentado em seu escritório de estilo extraordinário e imponente, apenas um olhar e uma frase bastavam para que ele parecesse um monarca soberano, obrigando todos à submissão.

Era uma existência com a qual nenhum dos magnatas que Hera já havia entrevistado poderia se comparar.

Não era para menos. Embora fosse o quase ex-marido de Alícia, ele era, acima de tudo, Kylen: o patriarca da Família Lourenço e o detentor do poder do conglomerado multinacional Grupo Lourenço.

Sob imensa pressão, Hera exibiu seu sorriso profissional:

— A Sra. Serra tem outros compromissos de trabalho, por isso eu ficarei responsável pela sua entrevista.

Ela pensou que um magnata do nível de Kylen ficaria furioso com a troca repentina de repórter.

Hera já havia até preparado medidas de contenção para isso.

Mas ela estava enganada.

Após ouvir o que ela disse... ou melhor, após perguntar as três palavras "E a Alícia?", a expressão de Kylen tornou-se ainda mais indiferente, e ele não dirigiu a ela nenhuma outra palavra que não fosse sobre a entrevista.

Todo o processo foi marcado por uma frieza distante.

Até o final da entrevista, Hera ainda estava surpresa.

Parecia que, anteriormente, Kylen estava apenas dificultando as coisas para Alícia de propósito.

Alícia recebeu a mensagem enviada por Hera, que continha um figurinha divertida: [Missão Cumprida!]

Os dedos de Alícia pararam por um instante. Tinha sido realmente tranquilo.

Ela enviou uma mensagem para Hera:

— Minha querida, o almoço é por minha conta hoje.

Hera respondeu instantaneamente com uma figurinha de rosto corado e chocado.

Alícia riu. Aquela menina era fácil de provocar.

Ela deslizou pela lista de amigos e clicou em um perfil com uma foto totalmente preta.

O nome no topo da janela de bate-papo era: [Lúcio]

Ao lado da figura alta e imponente de Lúcio, ela parecia pequena em suas roupas de ginástica. Especialmente da forma como se alongava, para Hélder, que estava na porta, ela parecia alguém fazendo palhaçada na frente de Lúcio.

Os olhos castanho-escuros de Lúcio a observaram silenciosamente.

Alícia deu dois pulinhos no lugar, soltou um longo suspiro e perguntou sorrindo:

— Sr. Sequeira, poderia me ensinar alguns golpes hoje? Eu só quero me familiarizar. Pode ficar tranquilo, não vou sair por aí passando vergonha.

Ela ainda se lembrava do sarcasmo dele da última vez.

O homem ficou em silêncio por alguns segundos, pegou o celular e digitou algumas palavras: [Me chame apenas de Lúcio.]

Alícia hesitou. Não é que não quisesse, mas parecia íntimo demais.

Mas, já que ele tinha pedido, depois de se convencer mentalmente, ela o chamou com seriedade:

— Lúcio, pode ser?

Encarando aqueles olhos límpidos e contrastantes, o homem assentiu.

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