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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 14

Yolanda olhou para os dois homens no chão, gemendo e segurando as pernas. Foram eles que bateram em Alícia naquela noite.

Ao cruzarem o olhar com ela, os dois desviaram a vista, culpados.

Não era preciso perguntar para saber que a ordem de Hugo não tinha sido apenas dar uma surra em Alícia.

Mas, vendo o sangue escorrer cada vez mais da testa de Hugo, o rosto de Yolanda ficou tenso. Ela não podia ficar parada sem fazer nada.

A mão apoiada no braço da cadeira fez força repentina, e ela serrou os dentes, tentando mover o corpo, mesmo que de forma desajeitada.

— Se eu me ajoelhar e implorar...

De repente, uma força grande pressionou seu ombro. Yolanda estremeceu.

— Já chega.

A voz fria e magnética invadiu os ouvidos de Alícia. Ela sentiu como se houvesse uma explosão em sua mente, como uma avalanche destruindo o mundo, deixando tudo em branco.

Yolanda levantou a cabeça para olhar o homem que, sem que ela percebesse, havia caminhado até seu lado. Seus olhos avermelhados brilharam com esperança, mas ela desviou o olhar, tentando ser forte, e disse:

— Se for assim que a raiva da Alícia vai passar, não tem problema.

— Alícia, eu peço desculpas a você em nome do Hugo. — Enquanto as mãos de Yolanda ainda faziam força para se levantar, Kylen lançou um olhar para a cuidadora atrás dela.

A cuidadora entendeu imediatamente e segurou o corpo de Yolanda.

— Sra. Yolanda, sua saúde é frágil, como pode se ajoelhar num dia tão frio?

— Mas o Hugo... — Yolanda não queria desistir e olhou para a pessoa no chão. — Alícia, em consideração à nossa amizade do passado, solte o Hugo. Prometo que, no futuro, trarei ele pessoalmente para se desculpar com você.

A única resposta que obteve foi o riso frio e desdenhoso de Alícia.

— Esse tipo de gente, vivo, é apenas uma praga.

O olhar de Kylen pousou na metade do rosto dela tingida de sangue, e seu tom foi grave:

— Alícia, já chega.

Alícia, ajoelhada no chão, sentia as pernas dormentes, uma dormência que subia até o coração, tirando-lhe a sensibilidade.

Mas uma única frase de Kylen foi suficiente para fazer aquele coração entorpecido sentir ondas de uma dor surda e profunda.

Alícia cerrou os dentes de repente e, em seguida, sorriu com uma calma perturbadora.

Perdeu a graça.

A mão que segurava o colarinho de Hugo se soltou abruptamente.

Yolanda soltou um suspiro de alívio e virou-se para ordenar aos seguranças:

Era exatamente o cheque de cinco milhões que a Família Arantes havia dado a Alícia.

Alícia virou as costas e saiu do clube.

Atrás dela, Vinicius a seguia de perto.

— Senhora...

Mas antes que ele pudesse terminar a frase, Alícia entrou no carro, bateu a porta com um estrondo, ligou o motor e partiu em alta velocidade.

Com as janelas e portas fechadas, o cheiro de álcool e sangue em seu corpo impregnou o interior do veículo, criando um odor repugnante.

O cheiro fez Alícia sentir vontade de vomitar.

Ao chegar ao Jardim Sombrio, ela tirou as roupas, jogou-as no lixo e entrou no banheiro descalça.

A água quente caía sobre sua cabeça, mas não conseguia aquecer seu corpo rígido e frio.

De repente, a porta do banheiro foi aberta por fora.

Aquele era o quarto dela, ela não tinha o hábito de trancar a porta para tomar banho, pois naquele lugar ninguém ousaria invadir.

Em meio ao vapor denso, ela cruzou o olhar com o rosto de Kylen, frio como gelo.

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