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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 13

A mulher na cadeira de rodas apertou os braços da cadeira com força, a expressão em seu rosto congelada, e ergueu a cabeça rigidamente para olhar o homem parado à sua frente.

— Kylen, eu não sabia que a pessoa que o Hugo mandou bater era a Alícia.

O homem nem sequer levantou os olhos, apenas abaixou a cabeça e girou o relógio em seu pulso.

A música da festa havia parado em algum momento, restando apenas alguns feixes de luzes coloridas piscando. Ele estava parado na interseção de algumas dessas luzes, mas a expressão em seu rosto permanecia obscura, impossível de decifrar.

Yolanda respirou fundo e fez um gesto com a mão para a cuidadora atrás dela.

A cuidadora a empurrou em direção a Hugo e Alícia. Quanto mais se aproximavam, mais se podia sentir o cheiro de sangue emanando do álcool, como um odor nauseante emergindo de um pântano.

Yolanda instintivamente levou a mão à boca e ao nariz, olhou para Hugo, que estava moribundo, e franziu a testa.

— Chamem alguém para levar o jovem mestre ao hospital.

No entanto, mesmo após suas palavras, Alícia ainda não havia soltado o colarinho de Hugo, demonstrando claramente que não pretendia entregá-lo.

— Alícia — a voz de Yolanda tremeu ligeiramente —, sou eu.

Alícia permaneceu imóvel e em silêncio, apenas apertou com mais força a mão que segurava o colarinho de Hugo.

O pedido de desculpas de Yolanda veio em seguida:

— Sinto muito, eu não sabia que a pessoa que o Hugo agrediu era você. Se eu soubesse, certamente teria dado uma lição nele. Mas agora você já o puniu, se continuar batendo, ele vai morrer.

Ah.

Morrer?

A pessoa ajoelhada no chão ergueu lentamente os olhos para olhá-la.

— Quanto vale a vida dele? Cinco milhões, é o suficiente?

Aquele olhar fez Yolanda sentir uma inexplicável e forte opressão, além de escárnio.

Ela sabia: Alícia estava ironizando a compensação que ela havia instruído seu pai a dar à vítima, que era exatamente de cinco milhões.

— Foi minha culpa não ter perguntado antes, fiz você sofrer uma injustiça. Por favor, em consideração a mim, solte o Hugo, está bem?

Alícia repuxou o canto da boca, olhando para Yolanda, sentada na cadeira de rodas, tão gentil e digna.

Três anos sem vê-la, e ela quase não havia mudado. Se algo mudou, foi que a melancolia que costumava envolvê-la se dissipou, substituída por uma gentileza natural em cada gesto.

Ao ouvir Alícia dizer isso, Yolanda olhou para Hugo no chão, mal conseguindo respirar, sentindo dor e urgência.

Mas o significado de Alícia era claro, e ela conhecia o temperamento de Alícia: ela não deixaria Hugo escapar hoje.

— Se você tirar a vida do Hugo, só terá o prazer momentâneo da vingança. Você pensou nas consequências? O que vai acontecer com o seu trabalho? Lembro que é a profissão que você mais ama, vale a pena?

De fato, ao mencionar o trabalho, a expressão no rosto de Alícia mudou ligeiramente.

Yolanda, é claro, sabia o que Alícia mais gostava.

Ela sabia melhor do que ninguém.

Porque, antigamente, elas eram melhores amigas.

Mas Alícia apenas moveu um dedo, continuando a segurar Hugo firmemente, observando com indiferença o sangue dele escorrer pelo chão.

Yolanda ficou ansiosa.

— Hugo já recebeu a punição devida, e você já descarregou sua raiva. Vamos deixar isso para trás. Além do mais, você não está bem agora?

— Bem? — Alícia olhou para ela com sarcasmo. — Se estou bem agora, não é porque seu bom irmão teve piedade de mim, mas porque um transeunte bondoso me ajudou a escapar. Caso contrário, pergunte a ele pessoalmente o que ele planejava fazer comigo naquela noite.

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