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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 137

Foi ordem dele...

Os olhos expressivos de Alícia pareciam agora dois buracos vazios e sem fundo. Suas unhas cravavam-se na placa de madeira que segurava, tremendo devido à tensão em seus ossos.

De repente, ela baixou a cabeça e riu. Ria enquanto balançava a cabeça, o rosto pálido sem qualquer vestígio de cor, as lágrimas caindo e pingando na ponta do sapato de Kylen.

— Eu estava me perguntando como a Yolanda teria tanta coragem.

Tudo fazia sentido agora.

Emoções intensas rasgavam seu peito. Alícia sentiu como se sua alma e seu corpo estivessem se separando. Doía demais. Ela quase não conseguia se manter de pé, a visão escurecia em ondas, e seu corpo amoleceu.

O rosto de Julian fechou-se.

A mulher, que antes estava amparada por seu braço, foi tomada por Kylen e envolvida em um abraço.

Kylen olhou para a pessoa sem cor em seus braços. O hematoma roxo na testa era chocante. Sob as sobrancelhas franzidas, seus olhos profundos mostravam uma escuridão complexa.

Com o maxilar tenso, ele pegou Alícia no colo e desceu os degraus com passos largos, apesar da perna ferida.

Ele irradiava uma aura tão hostil que, por um instante, ninguém ao redor ousou se aproximar.

Com passos urgentes e apressados, ele caminhou sobre os destroços.

Julian sabia que não era hora de impedimentos, a saúde de Alícia era a prioridade, mas mesmo assim correu para bloquear Kylen.

— Entregue a Alícia para mim.

O tom de Kylen era extremamente calmo:

— Saia da frente.

— Ela dirigiu com pressa no caminho para cá, freou bruscamente e bateu a cabeça na porta do carro. Teve uma leve concussão. Você sabe por que ela estava com tanta pressa? — Julian não recuou.

Cada palavra dele entrou claramente nos ouvidos de Kylen.

Bateu na porta do carro.

Leve concussão.

A enfermeira trouxe a medicação tópica.

Quando ele lavou as mãos e voltou para a beira da cama, viu Kylen, vestido todo de preto, sentado ao lado de Alícia. De cabeça baixa e expressão indecifrável, ele aplicava a pomada delicadamente, com a ponta dos dedos, no hematoma da testa dela.

Julian cerrou os punhos, virou o rosto e respirou fundo.

— Você sabe que a pessoa que ela menos quer ver agora é você.

O dedo que aplicava o remédio parou por um instante.

O homem permaneceu imóvel. Somente após terminar de passar a pomada no ferimento é que ele se levantou e caminhou passo a passo até a porta do quarto.

Do lado de fora, uma massa de seguranças, todos homens de Julian.

— Eu não vou permitir que você se aproxime da Alícia novamente, nem um passo.

Kylen apenas virou levemente a cabeça, olhou para a mulher na cama que já havia acordado, mas se recusava a abrir os olhos, e saiu em silêncio com seus passos largos.

Depois que ele se foi, Julian ordenou que os seguranças se espalhassem para montar guarda, fechou a porta do quarto e sentou-se ao lado da cama.

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