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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 133

A mão de Alícia, segurando o celular, começou a tremer incontrolavelmente de raiva. O aparelho estava prestes a escorregar de seus dedos quando uma mão grande e quente segurou o dorso de sua mão.

— Alícia?

Ela olhou, desorientada, para Julian, que demonstrava preocupação. Sua mente estava em branco, restando apenas uma profunda humilhação.

Ela engoliu com força o amargor que ameaçava transbordar.

— Julian, tenho um assunto para resolver, preciso ir.

Não podiam demolir!

Aquela casa na árvore absolutamente não podia ser demolida!

Se ao longo dos anos ela tivesse sido derrubada pelo vento ou destruída em uma noite de tempestade, Alícia aceitaria. Mas ela jamais aceitaria que fosse destruída daquela maneira.

Ela não podia ficar parada vendo Yolanda dar a ordem para demolir a casa na árvore!

A avó perguntara na noite anterior se ela tinha alguma exigência no acordo de divórcio. Ela não queria nada, apenas a casa da Mansão Ocidental de volta.

Na ocasião, a avó ordenou que o Sr. Batista mandasse redigir um acordo. Mais tarde, Kylen entrou no quarto, provavelmente para a avó fazê-lo assinar o divórcio.

Mas hoje a avó não tocara no assunto, o que indicava que nem mesmo ela conseguira fazer Kylen ceder.

Alícia dirigiu em alta velocidade rumo à Mansão Ocidental.

Lágrimas subiram aos seus olhos avermelhados. Uma sensação inédita de impotência e solidão a envolveu. Ela tentava segurar o volante com firmeza, mas parecia ter perdido as forças, e seus dentes batiam sem parar.

De repente, um gatinho branco saiu de um arbusto. Sem perceber o veículo que se aproximava rapidamente, correu desajeitado para o meio da estrada.

O sangue subiu à cabeça de Alícia. Seu coração se contraiu violentamente, ela girou o volante com força e o carro freou bruscamente.

Os pneus cantaram alto no atrito com o asfalto.

Alícia bateu a cabeça na porta do carro.

Assustado pelo som agudo da frenagem, o gatinho miou baixinho e correu de volta para o arbusto.

O coração de Julian afundou. Ele usou uma mão para abrir as pálpebras dela e, com a outra, tirou do bolso uma lanterna que havia pegado no carro — ele tinha o hábito de deixar uma de reserva, para o caso de encontrar algum paciente precisando de socorro na rua.

Ele acendeu a lanterna e direcionou a luz para os olhos dela. Ao ver a reação normal das pupilas à luz, a pedra em seu coração pareceu ficar um pouco mais leve.

Ele moveu os membros de Alícia. Felizmente, além de um hematoma roxo-avermelhado na têmpora, escondido pelo cabelo, não havia outros ferimentos.

A consciência de Alícia retornou aos poucos. Ela abriu os olhos e olhou para ele, com o olhar ainda desfocado.

O rosto de Julian, ainda marcado pelo susto, finalmente exibiu um sorriso de alívio, mas o medo persistente envolvia seu coração, fazendo com que suas mãos, que seguravam o rosto de Alícia, permanecessem tensas enquanto a observava profundamente.

Julian a tirou do carro no colo e caminhou a passos largos em direção ao Maybach estacionado atrás.

De repente, a pessoa em seus braços agarrou seu colarinho.

Julian parou, baixou a cabeça e olhou para o rosto dela, que recuperava um pouco da cor. Ele a confortou com voz suave:

— Não tenha medo, pode ser apenas uma leve concussão. Descanse um pouco, vou te levar para casa primeiro.

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