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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 533

POV/CHRISTIAN

Quando desci para tomar café, encontrei minha avó sentada à mesa, com uma xícara de chá entre as mãos. Cumprimentei-a com um beijo na testa e me sentei para comer. Desde a internação de Rocco, Helena estava visivelmente abatida, e eu sabia que nenhuma conversa conseguiria tranquilizá-la enquanto meu primo não acordasse.

Comentei que tentaria conversar com a equipe médica naquele dia. Ela pediu para acompanhar a visita, e prometi avisá-la assim que confirmassem o horário.

Terminei o café, despedi-me e fui buscar meu carro na garagem.

Cheguei à empresa pouco depois das dez. Minha secretária já havia separado os relatórios da auditoria e organizado uma reunião com o setor financeiro.

Passei a manhã analisando contratos, movimentações antigas e registros que ainda precisavam de esclarecimentos. Algumas operações apresentavam descrições diferentes nos documentos, mas não havia elementos suficientes para concluir que existia alguma irregularidade.

Solicitei os contratos originais, os comprovantes e a identificação dos responsáveis pelas autorizações. Também determinei que os registros fossem preservados até o encerramento da análise.

Não queria acusações precipitadas. Precisava de respostas.

Pouco depois do almoço, recebi a confirmação do hospital. O médico responsável pelo acompanhamento de Rocco poderia me atender às oito da noite, depois da troca de turno.

Liguei para minha avó e informei o horário. Combinamos que ela sairia de casa com o motorista da família e que nos encontraríamos no hospital.

Em seguida, voltei ao trabalho.

Durante a tarde, comparei algumas fotografias enviadas por Sakura com os documentos da auditoria. Reconheci referências semelhantes, mas as informações continuavam incompletas. Pedi à equipe que localizasse os registros originais e deixei as conclusões para quando tivesse os documentos em mãos.

Meu pai também passou pela sala, trazendo uma pasta com contratos.

— Consegui localizar alguns dos documentos que você pediu — informou, deixando a pasta sobre minha mesa.

Abri-a e examinei os primeiros papéis.

— Ainda faltam alguns.

— A equipe está procurando. Como está a auditoria?

— Encontramos diferenças nas descrições de algumas operações antigas. Ainda não sabemos se são apenas questões de classificação ou se existe alguma coisa que precisa ser investigada.

Meu pai puxou uma cadeira e se sentou diante de mim.

— Então não tire conclusões antes de conferir os registros originais.

— Não pretendo fazer isso, pai. Mas preciso entender essas movimentações antes que Rocco volte.

Ele assentiu.

— E como está meu sobrinho?

— Tenho uma reunião com os médicos às oito. Quero saber quando pretendem acordá-lo.

— Me avise quando tiver notícias.

— Pode deixar.

Meu pai observou as olheiras no meu rosto.

— Pelo menos você conseguiu descansar?

— Oito horas.

Ele ergueu as sobrancelhas.

— Impressionante.

— Estou aceitando homenagens.

— Prefiro que repita a experiência.

Sorri.

Antes de sair, ele assumiu algumas pendências para que eu pudesse deixar a empresa no horário previsto.

Voltei aos relatórios e passei o restante da tarde conferindo documentos. As fotografias de Sakura continuavam abertas em uma das telas, mas eu não tinha informações suficientes para relacioná-las a qualquer irregularidade.

Quando percebi, já passava das seis.

O céu escurecia do outro lado das janelas, e a iluminação da cidade começava a aparecer entre os prédios.

Fechei uma das pastas e conferi o horário da reunião.

Oito da noite.

Depois de tantos dias de incerteza, finalmente teria a oportunidade de conversar com o médico responsável e entender por que Rocco continuava sedado.

Eu só esperava receber boas notícias.

Porque, naquele momento, minha família precisava desesperadamente de alguma coisa que não fosse mais um problema.

Às sete e quinze da noite, eu ainda estava sentado diante do computador, tentando descobrir por que um relatório de quarenta páginas precisava de outras vinte para explicar suas próprias conclusões.

A resposta provavelmente envolvia alguém recebendo por hora.

Fechei o arquivo, tirei os óculos e massageei a região entre os olhos. Estava com uma dor de cabeça terrível, e a quantidade de café que consumi durante o dia provavelmente não ajudou.

Guardei os documentos, peguei as chaves do carro e me despedi da secretária. Minha avó já tinha avisado que sairia de casa com o motorista da família para visitar Rocco. Combinamos de nos encontrar no hospital.

Entrei no elevador enquanto conferia o horário.

Tinha tempo suficiente para chegar antes da reunião.

Foi quando meu celular começou a tocar.

Moon.

Sorri imediatamente.

— Oi, minha ratinha.

— Christian? Você está ocupado?

O sorriso desapareceu quando percebi o barulho de carros e vozes ao fundo.

— Estou saindo da empresa. O que aconteceu, princesa?

— Estou tentando chamar um táxi faz um tempão, mas ninguém aceita a corrida.

Franzi a testa.

— Onde você está?

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