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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 503

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Como esses capítulos vêm carregados de INFORMAÇÕES CRUCIAIS E REVELAÇÕES, eles estão maiores. Por isso, peço que leiam com MUITA ATENÇÃO a cada pequeno detalhe! 🚨👁️

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Preparem a pipoca, fiquem de olho nas pistas e boa leitura! Comentem aí o que vocês já conseguiram descobrir! 🍿💋✨

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POV: SAKURA

Acordei antes das seis da manhã, depois de uma noite em que dormi pouco e pensei demais. O problema não tinha sido apenas a ligação que Nathan recebeu no Ambrosia, nem a conversa de Christian com Lorenzo. Toda vez que fechava os olhos, lembrava da suíte, dos beijos e da maneira como Nathan tinha cuidado de mim depois de tudo. Também me lembrava da discussão que tivemos antes de ir embora e das palavras que ele deixou escapar quando perdeu a paciência.

Sou apaixonado pela irmã dele.

Nathan tinha admitido que era apaixonado por mim.

Depois de tantos anos esperando ouvir alguma coisa parecida, descobri que aquela confissão não resolvia absolutamente nada. Ele continuava preocupado com Diego, continuava incapaz de decidir o que fazer com os próprios sentimentos e eu continuava sendo a idiota que ficava feliz quando se lembrava de suas mãos fazendo uma trança em meus cabelos.

Virei de lado, puxei o travesseiro contra o peito e soltei um suspiro irritado.

Eu tinha conseguido o que queria no Ambrosia. Nathan tinha me beijado, me desejado e demonstrado um cuidado que eu jamais esqueceria. O problema era que, quando chegou a hora de ir embora, tudo voltou a ser complicado.

A lembrança do estacionamento ainda me incomodava. Eu havia soltado sua mão, passado o trajeto inteiro em silêncio e saído do carro antes que ele conseguisse terminar o que pretendia dizer. Talvez tivesse sido infantil da minha parte, mas não estava disposta a ouvir outra explicação envolvendo meu irmão.

Passei a mão pelo rosto e me sentei na cama. Precisava parar de pensar naquele homem, pelo menos durante algumas horas.

Felizmente, havia outro problema ocupando minha cabeça.

Lorenzo Blackwood.

A transferência de quase um bilhão de reais continuava me incomodando. Nathan tinha recebido a ligação enquanto estávamos na suíte e orientado que ninguém prosseguisse com a operação sem a avaliação de Christian ou Diego. O horário, o valor e a ausência dos responsáveis pela autorização eram motivos suficientes para justificar a cautela.

Mas eu também sabia de outra coisa.

Christian tinha discutido com Lorenzo e exigido que ele não fizesse mal a Sky e Moon.

Eu mesma contara aquilo a Nathan. Ele ouvira tudo, reconhecera que as circunstâncias eram estranhas e, no final, segurara minha mão para pedir que eu não me envolvesse.

Coitado.

Depois de tantos anos me conhecendo, ainda acreditava que eu conseguiria ignorar uma história daquelas.

O que eu precisava descobrir era que tipo de mal Lorenzo poderia fazer às minhas amigas. Sky já estava enfrentando uma gravidez complicada, Rocco permanecia internado e Moon tentava se manter forte enquanto Christian se dividia entre a família e a empresa. Nenhuma das duas precisava de outro problema.

Levantei da cama e fui tomar banho. A água morna ajudou a aliviar a tensão dos meus ombros, embora as lembranças da noite anterior continuassem aparecendo nos momentos mais inconvenientes. Enquanto lavava os cabelos, recordei os dedos de Nathan separando os fios com cuidado e fazendo uma trança como costumava fazer quando éramos mais novos.

Sorri sozinha.

— Desgraçado — murmurei, fechando o chuveiro.

Escolhi uma calça social preta, uma blusa clara e um blazer. Prendi os cabelos em um rabo de cavalo e passei uma maquiagem discreta para esconder as olheiras. Se pretendia passar a manhã ajudando Diego, precisava parecer alguém que tinha dormido mais de três horas.

A casa estava silenciosa quando saí do quarto. Moon ainda dormia, e a porta do quarto de Sky permanecia fechada. Passei pela cozinha, preparei um café rápido e deixei um bilhete avisando que iria à Blackwood ajudar meu irmão.

Antes de sair, encontrei a jaqueta de Nathan sobre a poltrona da sala.

Fiquei olhando para ela por alguns segundos.

Ainda conseguia sentir o cheiro dele quando a aproximava do rosto. Lembrei de como tinha colocado a peça sobre meus ombros, insistindo que estava frio, e de como continuara cuidando de mim mesmo depois da nossa discussão.

Meu peito apertou.

— Você vai acabar comigo, Beaumont.

Deixei a jaqueta onde estava, peguei a bolsa e solicitei um táxi pelo aplicativo.

Enquanto aguardava o motorista, mandei uma mensagem para Diego perguntando se ele estava na empresa. A resposta chegou quase imediatamente.

Diego: Desde as cinco. Estou considerando pedir uma cama para o RH.

Balancei a cabeça, sorrindo.

Meu irmão estava ficando na casa de Nathan, mas aparentemente os dois tinham decidido transformar a Blackwood em residência oficial. Com Rocco internado e Christian ocupado, a quantidade de trabalho que havia sobrado para eles era absurda.

Respondi que estava indo até lá e guardei o celular.

O táxi chegou poucos minutos depois. Durante o trajeto, observei o movimento das ruas enquanto organizava mentalmente o que pretendia fazer. Não precisava invadir salas nem procurar documentos escondidos. Eu tinha experiência com contabilidade, conhecia a parte pesada dos orçamentos e já havia ajudado a reorganizar planilhas de projetos. Diego estava sobrecarregado, e oferecer ajuda seria perfeitamente natural.

Além disso, uma auditoria estava chegando.

Se existiam movimentações estranhas, aquele era um bom momento para encontrá-las.

Quando o carro parou diante da sede da Blackwood, paguei a corrida, ajeitei a bolsa no ombro e atravessei a entrada principal. Cumprimentei a recepcionista, identifiquei-me e segui para o andar onde Diego estava trabalhando.

Encontrei meu irmão cercado por duas pilhas de documentos, três copos descartáveis de café e uma expressão que me fez reconsiderar a quantidade de horas que ele havia dormido naquela semana.

Nathan estava na outra extremidade da sala, conversando ao telefone enquanto examinava uma planta aberta sobre a mesa.

Meu coração deu um salto ridículo.

Ele usava uma camisa azul-escura com as mangas dobradas até os antebraços. Os cachos loiros estavam desarrumados, e a visão foi suficiente para me lembrar de como aqueles mesmos fios tinham ficado entre meus dedos na noite anterior.

Senti minhas bochechas esquentarem.

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