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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 460

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Para comemorar essa conquista gigantesca e celebrar juntos, hoje teremos uma MARATONA ESPECIAL com vários capítulos novinhos para vocês! 🚀🔥🍿

Muito, muito obrigada de coração! 🌸 Um beijo enorme e boa leitura para todo mundo! 💋📚

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ok otimo pode continuar por favor

POV: SKY

Três dias.

Eu sabia porque tinha contado cada um deles.

Três dias desde a última vez que vi Rocco. Três dias naquele quarto de hospital, dormindo mal, acordando assustada e perguntando às enfermeiras as mesmas coisas até provavelmente entrar para a lista de pacientes mais irritantes do andar.

O bebê estava bem?

Tinha acontecido algum novo sangramento?

E Rocco?

A resposta sobre ele nunca mudava muito. Estável. Respondendo ao tratamento. Ainda sedado.

Naquela sexta-feira, pelo menos uma das minhas perguntas finalmente teria uma resposta que eu poderia ouvir.

A médica espalhou o gel frio sobre a parte baixa da minha barriga enquanto eu permanecia deitada, com a camisola levantada apenas o necessário. Prendi a respiração quando ela encostou o aparelho na minha pele.

Eu já tinha passado por exames desde que cheguei ali. Sabia que a gravidez continuava. Sabia que não tinha voltado a sangrar. Mesmo assim, saber alguma coisa porque um médico dizia era diferente de ver.

— Está tudo bem — ela avisou, movimentando o aparelho com cuidado. — Aqui.

Virei o rosto para a tela.

Demorei alguns segundos para entender o que estava olhando. Para mim, ainda parecia um monte de manchas em preto, branco e cinza que exigiam anos de faculdade para fazer algum sentido.

— Eu não estou vendo nada.

A médica sorriu.

— Está vendo, sim. Só não sabe o que procurar.

Ela apontou para uma parte da imagem.

— Aqui.

Apertei os olhos.

— Isso?

— Isso.

Meu peito apertou.

Era tão pequeno.

Ridiculamente pequeno.

Levei a mão à boca antes mesmo de perceber o movimento.

— Esse é o meu bebê?

— É.

As lágrimas vieram tão rápido que eu nem tentei impedir.

Durante aqueles três dias, eu tinha evitado pensar longe demais. Não queria pensar em enxoval, nome, quarto, consulta ou em qualquer uma das coisas que uma mulher grávida provavelmente deveria pensar. Toda vez que minha cabeça tentava avançar alguns meses, alguma coisa me puxava de volta.

Meu pai estava morto.

Meu apartamento tinha explodido.

Rocco estava numa UTI.

E eu estava grávida.

Parecia informação demais para caber dentro de uma única pessoa.

A médica mexeu em alguma coisa no aparelho.

Então ouvi.

Rápido.

Pequeno.

Forte.

Meu coração disparou junto.

— É...?

— O coração.

Soltei um som que ficou no meio de uma risada e um choro.

— Meu Deus.

As batidas continuaram preenchendo o quarto.

Olhei para a tela outra vez, mas já não conseguia enxergar direito por causa das lágrimas.

— Está rápido.

— É normal nessa fase.

Assenti várias vezes, mesmo sem saber por que estava concordando tanto.

Meu bebê tinha um coração.

Claro que tinha. Eu sabia disso. Biologia básica, Sky.

Mas ouvir era diferente.

Aquilo existia.

Estava dentro de mim.

Vivo.

Depois de tudo que tinha acontecido, alguma coisa dentro do meu corpo continuava crescendo como se o mundo lá fora não tivesse acabado três vezes na mesma semana.

Passei a palma pela barriga. Ainda não havia nada para sentir. Nenhum movimento, nenhuma barriga de verdade. Só eu, uma camisola horrível de hospital e uma quantidade absurda de gel frio.

Comecei a rir no meio das lágrimas.

— Desculpa.

— Pelo quê?

— Não sei. — Limpei o rosto. — Acho que estou pedindo desculpa por tudo ultimamente.

A médica me entregou um lenço.

— Pode chorar. É uma boa notícia.

Boa notícia.

Eu quase tinha esquecido como era receber uma.

Voltei a prestar atenção ao som.

Tum-tum-tum-tum.

Fechei os olhos por alguns segundos.

Rocco.

A vontade de vê-lo veio tão forte que doeu.

Ele não sabia.

Não sabia que eu estava grávida. Não sabia que havia uma vida minúscula dentro de mim. Não tinha ouvido aquilo.

Abri os olhos.

— Dá para gravar?

A pergunta saiu antes que eu pensasse.

— O som?

— É. Eu queria...

Minha mão procurou automaticamente a mesa ao lado da cama.

Não havia celular.

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