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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 441

POV/ SAKURA

Ele passou o polegar de novo pela minha bochecha, num carinho que desarmou qualquer defesa que me restava.

— Eu vou devagar. Prometo.

Assenti de novo, fechando os olhos e esperando.

Dessa vez, os lábios dele tocaram os meus. O mundo inteiro pareceu encolher até caber naquele espaço minúsculo. Meu coração disparou tanto que achei que ia desmaiar. Tentei acompanhar o movimento dele, mas fui desajeitada e acabei batendo meus dentes com força contra os dele.

Afastei o rosto na mesma hora, arregalando os olhos.

— Ai, meu Deus!

Nathan começou a rir, balançando os ombros.

— Não ri!

— Desculpa, eu não aguentei.

— Você tá rindo abertamente de mim!

— Porque você quase arrancou meu dente, Sakura!

— Eu avisei que era péssima nisso! — Cobri o rosto com as mãos, sentindo vergonha até na raiz do cabelo.

Ele puxou meus pulsos com cuidado, afastando minhas mãos do meu rosto.

— Ei. Olha pra mim.

— Não. Acabou. Desisti. Vou morrer virgem, sem beijar e sem dignidade nenhuma.

— Para com essa mania de falar de morte. — Ele ainda sorria, com os olhos brilhando. — De novo.

— Nem morta.

— Confia em mim.

Olhei desconfiada.

— Você acabou de rir da minha boca machucada.

— E vou rir de novo se você me morder de novo. Agora vem.

Nathan segurou meu rosto com as duas mãos, os dedos firmes e quentes.

— Não tenta adivinhar o que eu vou fazer.

— Como eu vou saber o que fazer, então?

— Eu te ensino. Só acompanha.

Ele encostou a boca na minha outra vez, com calma. Dessa vez, não tentei adivinhar nada. Deixei o corpo relaxar um pouco. Nathan conduziu o beijo num ritmo lento, gostoso, que fez meu estômago despencar.

— Abre um pouquinho a boca — ele murmurou contra os meus lábios.

Obedeci, sentindo o calor dele invadir tudo. Fiquei tão concentrada em respirar e acompanhar que esqueci do resto do universo.

— Calma — ele falou rindo baixinho contra a minha pele. — Não é prova de vestibular.

— Pra você é fácil falar, você tem treino.

— Pra mim também já foi a primeira vez ensinando alguém.

— Aposto que você nasceu sabendo.

Nathan riu, os lábios roçando nos meus.

— Convencida.

Voltamos a nos beijar, e quando a língua dele tocou a minha, tentei imitá-lo de qualquer jeito e acabei mordendo de leve o lábio dele. Nathan recuou um pouco, fazendo uma careta.

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