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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 377

POV/ ROCCO

Puxei o queixo dela e tomei a boca entreaberta no meio daquele choque de temperatura. Quente e frio colidindo. Sky tentou aprofundar o contato, faminta por qualquer pedaço de mim, mas segurei a base da trança dela com firmeza, ditando a cadência até ela gemer contra os meus dentes.

Voltei para trás do quadril suspenso.

Desferi mais duas palmadas pesadas. A mão aberta estalou em cima da cera quebrada e da vermelhidão antiga. O som saiu estalado e úmido por causa da pele encharcada de água. Sky soltou um grito curto no segundo golpe, e a umidade ali embaixo já não era só o gelo derretido descendo pelas coxas: era o corpo dela transbordando calor, ensopando a renda fina no meio das pernas.

Não dei trégua. Espalmei a mão pesada sobre as nádegas para espalhar o fogo da batida e desci a palma vazia até deixá-la pairando a um milímetro do tecido encharcado. O vento da minha mão agitou o ar quente, mas não encostei na carne.

Ela soltou um palavrão rouco.

Soltei uma risada baixa contra a nuca dela.

— Isso. Fica com raiva. Fica ensopada. Fica linda.

Subi os dedos pela coluna até a amarração mestre, checando a tensão das cordas, a pulsação nos punhos e a temperatura das pontas dos dedos dela. O fluxo sanguíneo continuava regular. Pousei os lábios na escápula manchada de cera, subi para a nuca e beijei o pedaço macio de pele atrás da orelha.

— Eu te amo, Sky — falei com a boca colada na carne arrepiada, como uma verdade crua. — Te amo amarrada nessa sala. Te amo na cozinha usando aquele robe aberto. Te amo rindo da calcinha na moldura. E te amo agora, pedindo pau com esse desespero lindo, achando que vai morrer se eu não entrar em você.

O cubo virou uma lasca insignificante na minha mão. Joguei o resto no balde de metal e apanhei outra pedra limpa.

— Mais uma rodada.

— Rocco, eu não vou aguentar...

— Aguenta sim — passei o gelo na nuca dela, descendo devagar pelas costas enquanto a pele arrepiava inteira ao redor das fibras de algodão. — Você aguentou o segredo do clube por semanas. Aguenta isso aqui com folga.

Sky cerrou as pálpebras com força e abriu em seguida, o olhar queimando sob as luzes vermelhas do teto. O corpo inteiro dela estremeceu quando desci a pedra fria pela curva da bunda e pela parte de trás das coxas, contornando a tira da calcinha e fazendo o calor dela evaporar a água gelada.

Continuei em pé, com o pau latejando de dor dentro da calça de moletom cinza. A ereção pesava contra a minha coxa, a mandíbula travada pela queimação bruta do tesão, e a vontade de puxar aquela renda vermelha para o lado e me enterrar nela com tudo quase venceu o meu juízo.

Quase.

Segurei o impulso no osso.

Passei a palma vazia no ar, rente à intimidade molhada. Sem toque. A ruiva jogou o quadril para trás com tudo, caçando a minha mão, mas só encontrou o vazio. O choro manhoso escapou da garganta dela, cru e despido de qualquer orgulho.

— Me fode...

— Não.

Mordi de leve a curva do pescoço dela.

— Implora mais alto. O fim de semana acabou de começar, e eu ainda nem cheguei na metade do que planejei para você.

Fui até o painel.

Não precisei procurar. O vibrador pequeno, o de ponta chata, o que ela já conhecia do clube — o que fazia a Sky perder a educação em três minutos — estava no gancho do meio. Peguei. Liguei uma vez, só para o zumbido baixo preencher a sala, e desliguei. O som sozinho fez o corpo dela dar um solavanco na corda.

CAP. 402 — Eu não… eu não aguento… Rocco, pelo amor de Deus… 1

CAP. 402 — Eu não… eu não aguento… Rocco, pelo amor de Deus… 2

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