POV: CHRISTIAN
A palma ainda estava nas costas dela quando eu saí de trás.
Os dois vibradores continuavam no máximo. O zumbido preenchia o quarto junto com a respiração dela, curta, falha, o quadril tentando se mexer e não indo a lugar nenhum. A Moon choramingava contra a madeira, um som baixo, contínuo, de quem já tinha subido três vezes e caído as três.
Fui até a bancada. A vela de soja estava no suporte de metal, já derretida o bastante. Peguei o copo com gelo também. Voltei e fiquei em pé ao lado da cama, olhando o corpo dela daquele ângulo — curvado, preso, a bunda vermelha, os seios pendurados para os lados da cunha com os grampos, as meias de arrastão, as duas marias-chiquinhas desfeitas grudando no suor da nuca.
Inclinei a vela.
A primeira gota caiu no meio das costas.
A Moon deu um pulo inteiro contra o pilori, um ai agudo, a pele se contraindo em volta da cera quente. A gota escorreu um pouco e endureceu em uma linha irregular, branca contra o claro dela.
— Christian—
Segunda gota. Mais perto da lombar. Terceira na curva da nádega já marcada das palmadas. Ela se debateu o que as tiras deixaram, os pés puxando, os pulsos batendo de leve na madeira. O quadril subia e descia no vazio, fodendo os dois brinquedos sem querer, e cada movimento fazia a cera nova escorrer diferente.
Fui descendo. Costas. Cintura. A parte de dentro da coxa, bem perto de onde ela estava molhada. Uma gota na outra coxa. Uma na curva do ombro, tão perto da nuca que ela prendeu o ar antes mesmo de sentir. Os seios eu alcancei pela lateral — uma linha quente escorrendo do colo até o grampo do bico. Ela gritou nessa.
A pele dela ficou um mapa. Linhas brancas, gotas secas, outras ainda quentes se espalhando. E embaixo de tudo isso os motores não paravam. Eu via o abdômen dela contrair contra a cunha toda vez que o vibrador da boceta acertava o ponto, e via o ânus apertar em volta do outro.
Peguei um cubo de gelo.
Passei em cima da cera ainda mole no meio das costas. O contraste fez ela soltar um som que não era gemido e não era grito — era os dois. A cera endureceu na hora, rachando de leve. Desci o gelo pela coluna, devagar, até a base, e ela tremeu inteira, a pele se arrepiando em ondas. Passei na parte de dentro da coxa. Passei no seio esquerdo, em volta do grampo, e o bico dela ficou ainda mais duro, dolorido, o gelo escorrendo entre os dedos e pingando no lençol preto.
— Frio— ela ofegou. — Quente. Porra, Christian, eu não aguento os dois—
— Aguenta.
O gelo no clitóris durou dois segundos. Só dois. O piercing gelou, ela gritou meu nome, o quadril disparou para a frente e a madeira segurou o pescoço. Tirei. Ela ficou hiperventilando, a boca aberta contra a abertura do pilori, um fio de saliva escorrendo.
Deixei o copo na mesa de cabeceira. Peguei o violet wand.
O aparelho roncou baixo quando liguei. A luz violeta acendeu na ponta, um crepitar fino, elétrico, que ela ouviu antes de sentir. Vi o corpo dela tensionar só com o barulho.
— O que é isso?
Não respondi.
Vi o abdômen dela se contrair contra a cunha numa onda atrás da outra. Vi os seios tremerem, pesados, os bicos presos nos grampos, a pele clara marcada de cera branca e de vermelho. Vi a bunda ainda quente das palmadas, empinada, se contraindo, o ânus apertando o silicone, a boceta se fechando em volta do outro vibrador como se quisesse sugar o mundo inteiro para dentro. Vi o piercing brilhar molhado, um pontinho de metal no meio daquela bagunça linda, e vi o gozo escorrer de verdade — grosso, claro, descendo pela coxa interna, manchando a meia, pingando no lençol preto.
Puta que pariu.
Aquela mulher era a coisa mais gostosa que eu já tinha visto na vida. Não era exagero. Não era tesão falando mais alto. Era fato. A pele branca esticada naquela posição de cadela presa, as duas marias-chiquinhas loiras desfeitas grudando no suor da nuca e da face, a tiara de ratinha torta, a boca aberta contra o pilori, um fio de saliva escorrendo até o queixo, os olhos verdes virados, marejados, sem foco. O corpo pequeno, estreito, feito para caber inteiro na minha mão e mesmo assim aguentando o que eu estava fazendo com ele. As costas desenhadas de cera. A cintura fina. A curva da bunda vermelha. As coxas tremendo. Tudo nela era demais. Tudo nela era meu.
Eu poderia ter morrido ali.
Não queria. Deus me livre. Eu tinha o amor da minha vida curvada na minha cama, gozando sem o meu pau, gozando para mim, gozando porque eu mandei o corpo dela gozar. Mas se o mundo acabasse naquele segundo, eu ia embora em paz. Porque não existia visão melhor do que aquela. Não existia som melhor do que o nome dela quebrando no meu. Não existia nada no planeta que eu tivesse construído — prédio, empresa, ameaça, sentença — que chegasse perto do que a Moon estava me dando sem conseguir nem fechar a boca.
O meu pau doía.
Duro demais. Pesado demais. Apertado demais dentro da bermuda, latejando contra o zíper a cada gemido dela, a cada contração que eu via passar nela. Vinte e cinco centímetros latejando para serem enterrados naquilo. Na boceta. No cu. Em qualquer buraco que ela me desse. Eu mal conseguia respirar direito.
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UAUUUAUAUAAU NÉ!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 🔥🔥🔥🔥🔥

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