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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 362

POV: CHRISTIAN

A palma da minha mão desceu na bunda dela sem aviso.

O estalo ecoou no quarto. A Moon deu um pulo contra a madeira, um som curto escapando da garganta, e a pele clara corou na hora no formato dos meus dedos.

— Conta.

Ela demorou um segundo, ofegante.

— U-um...

Troquei de lado. A segunda veio mais firme, no meio da outra nádega. O corpo dela tentou ir para a frente e a cunha segurou. Os tornozelos puxaram as tiras e não saíram.

— Dois.

A terceira acertou mais baixo, quase na junção com a coxa. Ela soltou um gemido alto, a voz falhando no meio do número.

— Três.

Quatro. Cinco. Seis.

Eu não apressei. Cada tapa vinha com intervalo o bastante para ela sentir o ardor subir antes do próximo. A pele ia de rosa para vermelho, quente debaixo da palma. Ela se debatía o que podia — quadril tentando fugir, joelhos empurrando o lençol, os dedos das mãos se fechando no vazio do outro lado da prancha. Não ia a lugar nenhum.

— Sete — ela falou já chorosa, a voz presa na abertura do pilori.

Oito no mesmo lado, sobre a marca anterior. Nove. Na décima eu segurei a cintura dela com a outra mão e deixei o tapa mais pesado, o som estalando seco contra a carne já vermelha.

— Dez! — saiu quase um grito.

Parei. A bunda dela ardia, marcada, o vermelho subindo até a curva das costas. Ela ofegava contra a madeira, uma maria-chiquinha grudada na face úmida, a tiara torta.

E entre as pernas abertas, a boceta dela brilhava.

Molhada de verdade. O suficiente para escorrer um pouco pela coxa interna, contrastando com a pele clara e com as meias de arrastão. O piercing no clitóris piscava na luz vermelha, um pontinho de metal no meio daquilo tudo.

Puta merda.

A vontade de ajoelhar ali e passar a língua nela inteira subiu rápida demais. Boceta, ânus, tudo. Eu quase fiz. Quase. Engoli o instinto e fiquei olhando, a mão ainda espalmada na marca quente da bunda dela.

— Você tá pingando, Moon.

Ela soltou um som abafado, tentando fechar as pernas. As tiras nos tornozelos não deixaram.

Caminhei até a bancada. Peguei o par de prendedores de metal, pequenos, com borracha na ponta. Voltei e me agachei de lado, o bastante para ver o rosto dela preso na madeira — olhos verdes arregalados, boca entreaberta, o colo ainda transbordando do sutiã puxado para baixo.

— Isso vai incomodar um pouquinho. Logo você se acostuma.

Prendi o primeiro no bico direito.

A Moon gritou. Um ai alto, rasgado, o corpo inteiro se contraindo contra as amarras. O segundo foi no esquerdo. Outro grito, mais fino, os seios tremendo, os bicos já inchando em volta do metal.

— Ai, ai, Christian, ai—

Passei dois dedos direto no clitóris dela, molhado, o piercing frio contra a ponta do meu dedo, e fiz um círculo lento. O grito quebrou no meio e virou gemido. O quadril dela tentou acompanhar a mão, desesperado, buscando mais.

— Viu?

Ela ofegava, a testa encostada na borda da prancha.

— Só... só faz uma pressão. Não dói mais.

— Exatamente isso.

Tirei a mão. Ela reclamou num som frustrado. Eu ignorei, caminhei para trás dela outra vez e ajoelhei um joelho no colchão.

Aí eu cedi.

A Moon perdeu o chão. Gemeu meu nome, gemeu um palavrão, gemeu nada que fazia sentido. O piercing rolava debaixo do meu dedo, escorregadio, e o quadril dela tentava foder o ar, foder a minha mão, foder qualquer coisa. Os pés puxavam as tiras. Os dedos se abriam e fechavam.

Senti o corpo dela começar a tremer daquele jeito. O jeito de quem está na borda.

Tirei o polegar. Não desliguei os vibradores.

Ela choramingou. De verdade. Um som frustrado e molhado, a testa batendo de leve na madeira.

— Por favor. Por favor, Christian, eu preciso—

— Para a tortura acabar, você aceita casar comigo.

Silêncio. Só o zumbido dos dois brinquedos e a respiração dela despedaçada.

— Ah... mas não é assim.

Aumentei a pressão no clitóris. O polegar de volta, mais rápido, o piercing preso entre o dedo e a carne. A Moon nem terminou o que ia falar. O gemido comeu a frase no meio. A cabeça tentou jogar para trás e a prancha segurou. Os seios tremeram. Um fio de saliva escorreu pelo canto da boca dela.

Eu conhecia aquele corpo. Mesmo tendo tido ele só uma noite, eu já sabia. Os dedos das mãos se abrindo. Os pés se contraindo nas meias. O quadril travando num ângulo só.

Na terceira vez, deixei ela chegar mais perto do que nas outras.

E parei.

O polegar saiu. Os vibradores continuaram, cruéis, sem o ponto que ela precisava. A Moon soluçou, o som quebrando, os olhos verdes marejados virados o máximo que a madeira deixava, tentando me achar.

Três vezes. Três vezes ela subiu e eu derrubei.

Fiquei em pé atrás dela, olhando o desastre que eu tinha feito: bunda vermelha, seios presos, dois brinquedos zumbindo, a boceta inchada e brilhando, o piercing molhado, as marias-chiquinhas desfeitas, ela chorando de tesão no meu pilori, ainda sem ter gozado uma vez sequer.

Passei a mão na costa dela, devagar, só a palma, da nuca até a base da coluna.

— Ainda não, ratinha.

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