POV/ MOON
Mordi o lábio mais forte. O gosto de sangue quase veio. A vergonha subiu quente no peito e, mesmo assim, meus quadris foram na direção da boca dele. O dedo se moveu dentro de mim, curto, lento, enquanto a língua trabalhava o clitóris. A mão livre dele subiu pela minha barriga, achou meu seio e apertou. O polegar na ponta. A palma enorme cobrindo tudo.
— Christian… — saiu mais alto do que eu queria.
A boca dele se afastou só um segundo. Os lábios molhados. O queixo brilhando.
— Fala o meu nome de novo.
— Christian.
Ele chupou com mais força. O dedo entrou até o fim. A mão no meu peito apertou. Eu joguei a cabeça para trás, os cabelos lisos caindo pelas costas, e o nome dele saiu outra vez, preso no dente, porque a Cecília estava do lado de fora e eu não podia gritar.
— Eu adorava te perseguir — ele falou contra mim, a língua voltando no mesmo segundo, as palavras saindo no meio. — Adorava ser o seu stalker. Ficar no escuro. Te ver sem você saber. Mas você gemendo o meu nome, sabendo exatamente quem eu sou…
A língua passou devagar no clitóris.
— …é melhor. Muito melhor.
O dedo se moveu mais fundo. A boca dele me cobriu inteira. Eu fechei os olhos. As coxas tremeram nas mãos dele.
— Você é minha, Moon. Esse corpo é meu. Essa buceta rosada é minha. Vai ser minha. E vai ser incrível.
A língua parou no clitóris. Ele chupou. Soltou.
— A gente vai viajar.
Os olhos abriram. O ar entrou errado.
— O quê?
Ele não levantou. Ficou ajoelhado, a boca molhada, o dedo ainda dentro de mim, o polegar desenhando um círculo lento demais no meu peito.
— Sim. A gente vai viajar.
— Que dia?
— Quinta-feira. Fim de semana.
A cabeça girou. Eu tentei fechar as pernas e as mãos dele não deixaram.
— Não. Eu não posso viajar desse jeito. Tem a Sky. Tem o meu pai, o trabalho, o concurso....
— Você pode. Está tudo organizado.
— Mas tem audiência na sexta.
— Não, amor. Está tudo bem. — O dedo se moveu. A língua voltou. Um beijo molhado bem no meio. — A gente conversou. Conseguimos adiar a audiência.
— Como?
Ele olhou para cima, de entre as minhas pernas, os olhos escuros, a boca na minha buceta, e sorriu de lado.
— É tudo o que você precisa saber.
A boca dele voltou para mim antes que eu perguntasse de novo.
A língua entrou no meio. O dedo foi fundo. O pensamento inteiro desmanchou. Sky. Otávio. Audiência. Quinta. Tudo saiu da cabeça no mesmo segundo em que ele me chupou com força e o gemido que eu segurava escorregou. As mãos foram no cabelo curto dele. Puxei. Ele não parou.
O Christian tirou o dedo. Segurou meu quadril e virou meu corpo de uma vez.
— Delícia — murmurou contra a pele. — Gostosa.
Os lábios dele passaram por tudo. Pela buceta. Pela curva da bunda. Pela lombar. Os dedos saíram devagar e eu contraí, vazia, ainda tremendo. Ele se levantou atrás de mim. A mão grande virou meu rosto para o lado.
A boca dele cobriu a minha.
O gosto era eu. Molhado. Quente. A língua dele entrou na minha boca com o que ele tinha acabado de chupar, e um som preso saiu da minha garganta. As pernas ainda não aguentavam.
— Você é doce — falou contra os meus lábios. — Saborosa. Eu podia ficar de joelhos aqui o dia inteiro.
Puxei o ar. A testa encostada na madeira. A voz saiu rouca, pequena.
— O que a gente vai fazer?
Ele não respondeu na hora.
Saiu de entre as minhas pernas. Contornou a mesa. Eu virei o rosto e vi aquele corpo enorme parar na frente da cadeira de couro. A camisa social saiu dos ombros. Ele jogou no chão. O peito moreno apareceu inteiro, largo, duro, o abdômen marcado, os ombros de pedra. Parecia que a sala tinha ficado menor.
A mão dele desceu. Abriu o cinto. O zíper.
Tirou o pau para fora.
Meu estômago apertou.
Eu já conhecia. Já tinha sentido aquilo dentro de mim. Mesmo assim o tamanho fez a boca secar. Grosso. Pesado. A cabeça escura, brilhando, as veias saltadas na palma enorme dele. Ele segurou, passou a mão uma vez de cima a baixo, e sentou na cadeira de couro, as pernas abertas, o pau em pé contra a barriga.
Virou o rosto para mim.
— Vem. Senta em mim.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário