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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 336

POV: ROCCO

Subi com Sky pelo elevador até o quarto andar, mantendo minha mão firme na dela durante todo o caminho.

Minha ideia inicial era apenas dar uma carona e voltar direto para a construtora. Mas, depois da discussão com Gouveia na calçada e da reação de Sky, eu precisava ver com os meus próprios olhos o que estava acontecendo.

Entramos no quarto 408.

Moon estava ajoelhada perto da poltrona, com o rosto molhado de lágrimas, tentando ajeitar o cobertor sobre as pernas do pai. Otávio estava sentado com uma máscara de oxigênio cobrindo parte do rosto. O peito magro subia e descia depressa, e os dedos dele tremiam sobre o cobertor.

Quando os olhos dele encontraram os meus, seu corpo ficou rígido.

Parei perto da porta e inclinei a cabeça em um cumprimento silencioso. Eu não tinha intimidade com aquele homem e não pretendia invadir o momento das filhas com ele.

Sky correu até a irmã. As duas se ajoelharam diante do pai, segurando as mãos dele e falando baixo para tentar acalmá-lo.

Fiquei encostado no batente, observando o estado de Otávio depois da visita de Gouveia.

Havia alguma coisa errada naquela história.

Tirei o celular do bolso, saí do quarto e caminhei até o fim do corredor antes de ligar para Christian.

Ele atendeu no terceiro toque.

— Fala, Rocco. Conseguiu conversar com os engenheiros?

— A reunião vai ter que esperar — respondi, mantendo a voz baixa. — Aconteceu uma coisa mais importante.

— Tem a ver com Moon?

— Tem. Gouveia acabou de sair daqui. O pai das meninas ficou muito abalado depois que ele apareceu. Teve uma crise, precisou usar a máscara de oxigênio e Sky quase avançou no pescoço dele lá fora.

— O que aconteceu?

— Eu ainda não sei. Mas acho que Otávio pode nos contar alguma coisa. Precisamos conversar com ele sem Sky e Moon por perto.

Christian ficou em silêncio por alguns segundos.

— Me avise quando o horário de visitas terminar.

— Fechado.

Desliguei e voltei para a porta do quarto.

Passei o restante da tarde no corredor, observando o movimento e evitando que qualquer pessoa se aproximasse das meninas sem necessidade.

Quando o horário de visitas terminou, a equipe de enfermagem entrou para administrar a medicação da noite. Otávio foi levado para a cama e adormeceu pouco depois. Antes de sair, a enfermeira verificou os aparelhos e avisou que ele permaneceria sob observação.

Convenci Sky e Moon a irem para casa descansar.

Coloquei as duas no meu carro e dirigi até o prédio onde moravam.

Estacionei em frente à entrada e desci para abrir a porta de Sky. Moon se despediu com um aceno cansado e entrou primeiro para abrir o apartamento.

Sky ficou parada na calçada. Depois, encostou a cabeça no meu peito e passou os braços ao redor da minha cintura.

— Obrigada por ter ficado lá comigo a tarde toda... Se você não estivesse lá, eu acho que teria feito uma loucura com Gouveia.

Pousei a mão na nuca dela e levantei seu rosto.

— Eu disse que não deixaria você sozinha, Sky. Estou aqui.

Quem são vocês? Como entraram aqui?

Dei dois passos para a frente, mantendo as mãos nos bolsos.

— Boa noite, senhor Otávio. Conseguimos uma autorização excepcional com a administração do hospital. Sabemos que o horário de visitas terminou, mas precisávamos conversar com o senhor sem a presença de outras pessoas.

Ele continuou me encarando, com a testa franzida e a respiração pesada.

— Eu sou Rocco Blackwood — expliquei, apontando para o meu primo. — Este é Christian Blackwood. Nós somos os namorados das suas filhas. Eu estou com Sky, e Christian está com Moon.

Os olhos de Otávio se arregalaram.

Ele tentou se mexer na cama e soltou um som preso na garganta.

— B... Blackwood... O quê?...

— Calma — Christian disse, aproximando-se um pouco. — Não force a voz e não tente se levantar. Primeiro, escute o que temos para dizer.

Parei ao lado da cama e encarei Otávio.

— Nós sabemos parte do que aconteceu no passado. Sabemos do acidente de carro em que o senhor estava dirigindo. Sabemos que aquele acidente matou os meus pais, deixou o meu irmão gravemente ferido e matou o irmão de consideração de Christian. Também sabemos dos processos que o nosso avô moveu contra o senhor ao longo dos anos.

A expressão de Otávio mudou.

Ele baixou a cabeça, e seus olhos ficaram cheios de lágrimas. Depois, apoiou a caneta no papel e escreveu com dificuldade:

O seu pai... era meu amigo.

Li a frase em silêncio.

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