OI amoras 💖💖! PASSANDO AQUI RAPIDINHO PARA PEDIR DESCULPEM PELO MEU SUMIÇO! 💔🤧
Eu fiquei muito sobrecarregada e cansada nesses últimos dias. É muita história para administrar ao mesmo tempo em várias plataformas digitais, além dos prazos de livro na @m@z0n. 📚🌪️
Para completar, tive alguns problemas pessoais e peguei uma gripe chata que me derrubou de vez. 🤒📉
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POV: SKY
Rocco insistiu tanto em me levar até o hospital que acabei não tendo como recusar. O problema era que nós tínhamos nos atrasado quase meia hora — e a culpa era inteiramente dele.
Assim que estacionou o carro na vaga em frente à entrada principal, ele segurou a minha nuca e colou a boca na minha. Mordiscou meu lábio antes de aprofundar o beijo devagar. A mão grande dele entrou no meio dos meus cabelos ruivos e os bagunçou ainda mais enquanto ele me pressionava contra o banco.
Precisei empurrar o peito dele de leve, rindo entre os beijos enquanto tentava recuperar o fôlego:
— Para, Rocco... Para, por favor! Eu preciso descer. A Moon já deve estar lá em cima me esperando!
Ele soltou uma risada rouca, roubou mais um selinho demorado e saiu do carro. Deu a volta pelo capô e abriu a porta para mim.
Pus os pés no chão e ajeitei a roupa.
— Nossa, mas você está muito cavalheiro hoje.
— Eu sou um cavalheiro, sou um cachorro, sou um cavalo... Sou tudo o que você quiser — ele respondeu, com aquela marra dele.
Rocco me puxou pela cintura e me deu outro beijo rápido antes de me soltar.
Eu ia me virar para entrar no hospital quando vi a rampa de acesso da portaria.
Meu corpo inteiro arrepiou.
Gouveia descia a rampa devagar, vestindo um terno cinza bem alinhado. Ele ajeitou os óculos no rosto com a maior calma, como se não houvesse nada de errado em estar ali.
Dei dois passos largos na direção dele. Meu rosto esquentou e minha cabeça começou a latejar:
— O que você está fazendo aqui?!
Gouveia parou. Olhou para mim de cima a baixo, abriu um sorriso cínico e colocou as mãos nos bolsos da calça:
— Vim fazer uma visita de cortesia a um velho amigo. O seu pai.
— Você não tem o direito de pisar neste hospital! Fique longe do meu pai!
— Conheço seu pai há mais de vinte anos, garota. Você não pode me proibir de nada — rebateu ele.
Então, desviou os olhos para Rocco, que havia parado logo atrás de mim, com os braços cruzados e a expressão fechada:
— Aliás... Eu não sabia que relacionamentos entre chefes e funcionárias eram permitidos na Blackwood.
Rocco deu um passo à frente. A presença dele fez Gouveia parecer ainda menor:
— E eu não sabia que precisava dar satisfação da minha vida a você.
Gouveia apertou a mandíbula, mas Rocco não recuou. Ele virou o rosto para mim e fez um sinal firme com a cabeça:
— Suba, Sky. Vá ver o seu pai.
Assenti e entrei no prédio praticamente correndo.
Peguei o elevador e subi até o quarto andar. Assim que as portas se abriram, atravessei o corredor e empurrei a porta do quarto 408.
A cena lá dentro fez meu estômago apertar.
Duas enfermeiras estavam ao redor da poltrona, segurando uma máscara de oxigênio sobre o rosto do meu pai. O corpo dele tremia, e sua respiração estava curta e descompassada. Moon estava ajoelhada ao lado dele, chorando sem parar.
— Moon! O que aconteceu?!
Minha irmã ergueu o rosto vermelho e molhado de lágrimas. A voz falhou quando ela tentou responder:
Avancei contra Gouveia com as unhas prontas para rasgar o rosto daquele desgraçado, mas dois braços fortes me seguraram por trás.
Rocco me puxou contra o peito e prendeu meus braços. Meus pés chegaram a deixar o chão por alguns segundos enquanto ele me segurava firme.
— Calma, Sky. Calma, meu amor — a voz grave dele soou junto ao meu ouvido. — Pare. Respire. Eu estou aqui.
Tentei me soltar, mas aos poucos encostei a cabeça no peito dele. Eu tremia da cabeça aos pés e segurava o choro para não desabar na frente daquele monstro.
Rocco continuou me segurando enquanto encarava Gouveia com um olhar cortante:
— Ela não vai entregar nada a você. Nada.
— Nós nos vemos no tribunal na sexta-feira — Gouveia retrucou, tentando manter a postura.
— É melhor você se preparar — Rocco respondeu, com a voz baixa e firme. — Você tem cacife para aguentar essa guerra contra mim? Porque ela não está sozinha. Eu vou com ela até o fim.
Gouveia cerrou os dentes, os olhos faiscando de ódio:
— Vou levar isso como um desafio, senhor Blackwood. A gente se vê lá.
Depois, deu meia-volta sem dizer mais nada e caminhou apressado até o carro que o esperava na esquina.
Assim que ele entrou no veículo, Rocco me virou de frente para ele.
Segurou meu rosto com as duas mãos e limpou as lágrimas das minhas bochechas com os polegares. Depois, beijou minha testa e me puxou para os braços em um abraço apertado.
— Vai ficar tudo bem, meu amor — sussurrou contra meus cabelos. — Eu estou aqui com você. Vou cuidar de tudo.
Fechei os olhos e respirei fundo, me ancorando na segurança daquele peito. Aos poucos, minha respiração começou a desacelerar.
Rocco me soltou devagar, segurou minha mão e entrelaçou nossos dedos com firmeza:
— Vamos subir. Vamos ver se seu pai está melhor.

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