POV/ ROCCO
Apoiei uma das mãos no encosto do sofá para ganhar mais força no movimento e usei a outra para segurar o pescoço dela com firmeza, inclinando o meu tronco para a frente sem diminuir o ritmo implacável do quadril. Colei a minha boca na dela, engolindo os gemidos da Sky em um beijo urgente, quente e faminto, misturando as nossas línguas no mesmo desespero.
Ela cruzou os pés atrás da minha nuca, me prendendo ainda mais fundo dentro dela. A sensação era inacreditável. Apertei o ritmo, estocando em um vai e vem forte, contínuo e sem trégua, sentindo o calor aumentar até queimar tudo ao redor.
A Sky travou o corpo de repente. As pernas dela tremeram com violência nos meus ombros, as unhas enterradas na minha nuca, e ela soltou um gemido agudo e rasgado contra a minha boca quando o segundo orgasmo desabou sobre ela. O aperto interno ficou tão insano, tão violento e descompassado, que destruiu a minha última barreira de controle.
Afundei o quadril uma última vez até o limite máximo, cravando o meu peso com toda a força que me restava, e descarreguei tudo o que tinha guardado dentro dela em jatos longos e quentes.
Soltei um rugido pesado e rouco contra a curva do pescoço dela, sentindo a minha cabeça girar e o corpo inteiro estremecer enquanto me esvaziava por completo dentro da minha mulher.
Fiquei inclinado sobre o corpo dela por vários minutos, o suor escorrendo pela minha testa e pingando no peito dela, sentindo o ritmo acelerado dos nossos corações batendo descompassados um contra o outro.
Aos poucos, o ar foi voltando para os meus pulmões. Deslizei devagar para fora daquele calor, me acomodando no espaço do sofá e puxando a Sky para deitar deitada em cima do meu peito nu.
Ela descansou o queixo na minha pele suada, piscando os olhos castanhos devagar, com um sorriso exausto e triunfante nos lábios.
— E aí, Senhor Arrogante? — ela sussurrou, deslizando a ponta dos dedos pelo meu peito. — Ainda tá pensando em cerveja e despedida de solteiro hoje?
Soltei uma risada baixa e rouca, fechando os olhos enquanto passava os braços ao redor da cintura dela.
— Não existe nada no mundo que chegue perto disso aqui, mulher. Agora fica quieta e me deixa descansar, porque a manhã ainda nem começou.
— Eu te amo... — ela sussurrou, deslizando a ponta dos dedos devagar pelo meu peito suado.
— Eu amo muito mais — respondi na mesma hora, segurando a mão macia dela e beijando as pontas dos dedos.
— Eu que te amo mais — ela rebateu, teimosa, erguendo o queixo com um biquinho atrevido.
— Impossível. Eu te amo muito mais, mulher.
— Não ama, não! Eu te amo, sou loucamente apaixonada por você.
Passei a mão pela nuca dela, puxei o rosto da Sky para cima e colei a minha boca na dela em um beijo calmo, demorado e profundo, sentindo o gosto doce dela na minha língua e a respiração quente misturada com a minha.
Quando nos afastamos devagar, mantive os meus olhos fixos no fundo dos olhos castanhos da minha mulher, falando com toda a certeza que eu tinha no peito:
— Eu te amo mais e sempre vou amar. Não existe absolutamente nada nesse mundo que se compare, que faça sentido ou que chegue perto do amor que eu sinto por você.
A marra provocadora dela sumiu no mesmo segundo. As bochechas da Sky esquentaram e ficaram vermelhas feito duas maçãs maduras. Ela arregalou os olhos de leve, totalmente sem jeito, desviou o olhar para o meu peito e tentou enfiar o rosto na curva do meu pescoço para esconder a vergonha e o sorriso bobo que abriu nos lábios.
Soltei uma risada baixa e rouca contra os cabelos dela, sentindo o calor da pele corada da minha mulher queimar contra a minha nuca.
Passei os braços com força ao redor da cintura macia, puxando o corpo dela ainda mais para cima do meu, e deixei um beijo carinhoso e estalado na têmpora dela.
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