POV: ROCCO
Depois do café da manhã caótico e da banana que salvou o meu estômago da destruição, nós nos acomodamos na sala da cobertura. Era uma manhã de quinta-feira e o dia mal tinha começado, mas a rotina já estava a todo vapor.
Puxei a poltrona de couro para perto da mesa de centro e abri o computador para responder aos e-mails urgentes da diretoria, ainda sentindo pequenas pontadas na cabeça por causa do porre recente. A Sky se espalhou pelo tapete felpudo da sala, apoiando as costas na base do sofá, cercada pelas pranchas e cadernos de anotações do projeto executivo do resort.
Fiquei alternando o olhar entre as planilhas na tela e a visão da minha mulher ali no chão. Ela usava apenas aquele roupão curto de seda, com os cabelos presos em um coque frouxo e uma caneta entre os dentes enquanto analisava os desenhos de engenharia.
O celular dela começou a vibrar em cima da mesa de centro.
A Sky esticou o braço, pegou o aparelho, atendeu e colocou no viva-voz sem tirar os olhos do papel:
— Oi, Moon.
A voz da Moon, irmã dela, saiu alta e acelerada pelo alto-falante do telefone, carregada de empolgação:
— Sky! Mulher, você não tem noção! O Luan conseguiu convencer o Arthur a fazer uma despedida de solteiro de última hora para hoje à noite!
A Sky ergueu o rosto, surpresa.
— Hoje à noite, Moon? Quinta-feira?!
— Sim! Eles vão assinar os papéis no cartório amanhã na sexta-feira, então tem que ser hoje! Os homens vão ficar lá embaixo na boate e a gente vai fazer a nossa festa com a Charlotte lá em cima, no apartamento do Arthur. Inclusive, tô te ligando porque a Charlotte quer a nossa ajuda agora para ir ao shopping comprar umas coisas para a nossa noite das meninas! Passa aqui pra gente ir juntas!
— Tá bom, eu me arrumo e encontro vocês. Beijo, irmã, até daqui a pouco.
A Sky encerrou a chamada e largou o telefone no tapete, soltando um suspiro longo enquanto me encarava.
— O que foi? — perguntei, levantando os olhos da tela do computador.
— O Luan convenceu o Arthur a fazer a despedida de solteiro hoje à noite. Os homens vão ficar embaixo na boate e as mulheres vão ficar lá em cima no apartamento. E eles assinam o casamento no cartório amanhã na sexta.
Um meio sorriso surgiu no canto dos meus lábios. Apoiei os cotovelos nos braços da poltrona e comentei:
— Hoje à noite? Excelente. Um chope bem gelado ou uma dose dupla de uísque com gelo vai ser o remédio perfeito para rebater essa ressaca e colocar o meu corpo no lugar.
A Sky travou no mesmo segundo. Ela estreitou os olhos castanhos e me encarou com a cara mais fechada do mundo.
— Você disse cerveja? Uísque?
— Disse — respondi com a maior tranquilidade. — É a despedida de solteiro de um grande amigo meu. É tradição brindar com o noivo.
— Você não vai encostar uma única gota de álcool na boca hoje, Rocco Blackwood! De jeito nenhum.
Fechei a tampa do computador devagar e empertiguei a postura na poltrona, sustentando o olhar autoritário que eu usava nas reuniões mais duras da empresa.
— Sky, eu sou um homem de vinte e oito anos. Eu comando uma das maiores construtoras do país. Ninguém me proíbe de tomar uma dose social quando eu quero. Se eu quiser beber com os rapazes hoje à noite, eu vou beber e pronto.
— Não o quê, Rocco? — ela deu uma risadinha provocadora, apertando o próprio peito enquanto via o meu autocontrole escorrer pelo ralo. — Você não queria tanto ir lá na boate beber com os homens?
— Eu não quero beber porra nenhuma — respondi com a respiração curta, jogando o computador de lado e ficando de pé em um impulso. — Na verdade... que se dane a despedida de solteiro. Eu não vou colocar os pés fora dessa casa hoje. A única coisa que eu vou beber hoje é até a última gota de gozo que você derramar na minha boca.
A Sky soltou uma risada rouca e vitoriosa, com a respiração entrecortada, sabendo exatamente o poder devastador que tinha sobre mim.
— Cala a boca, Sky — rosnei, arrancando a calça de moletom de uma vez só e atirando o tecido no chão.
Parei na beirada do estofado e segurei os dois tornozelos da Sky com firmeza. Puxei o corpo dela para a beirada do sofá, fazendo as costas dela deslizarem pelo couro até ficarem completamente deitadas nas almofadas, com os quadris apoiados bem no limite do assento.
A Sky soltou uma gargalhada gostosa, jogando a cabeça para trás no encosto.
— Olha a pressa do homem! — ela debochou, com os olhos brilhando de diversão.
— Fica quieta que a sua hora de falar já acabou — resmunguei, me ajoelhando no tapete entre as pernas dela.
Apoiei as minhas mãos nas coxas macias da Sky e comecei a subir uma trilha de beijos quentes e mordidas leves pela parte interna das pernas dela. Subi pela virilha, beijei a pele lisa da barriga e senti os músculos do abdômen dela se contraírem sob os meus lábios.
Ela entrelaçou os dedos no meu cabelo, rindo baixinho enquanto arqueava o corpo.
— É bom mesmo caprichar no serviço — ela soltou, manhosa. — Eu tô precisando de um atendimento completo para compensar toda a raiva que passei ontem arrastando quase cem quilos de homem bêbado pela sala. Isso aqui é a minha indenização por danos morais.
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