POV/ SENHOR C
— Boa garota — murmurei em um tom rouco, sentindo a vibração da minha voz ecoar perto do rosto dela.
Ela olhou para mim por baixo dos cílios e sorriu travessamente, com a boca ainda úmida e os lábios desenhados brilhando sob a penumbra do camarote.
Sem esperar que ela respondesse, afundei o meu pau na garganta dela de novo, de uma vez só, ouvindo um estalo abafado de saliva romper o silêncio do ambiente. Voltei a tencionar a tira de couro do cinto ao redor do pescoço macio dela, restringindo a passagem do ar e fazendo os pulmões da minha garota implorarem por oxigênio.
A boca da Moon era absurdamente quente e aveludada, mas a pressão que os lábios macios dela faziam contra a meu pau era de uma firmeza desesperada. Ela forçou a musculatura da boca e da língua a pressionarem a minha carne rígida enquanto eu fodia a garganta dela com força total, cravando o movimento até o fundo. A espessura do meu membro ocupava cada milímetro do espaço disponível dentro da cavidade dela, preenchendo a garota até o limite da sua capacidade física.
O som dos engasgos e dos arquejos sufocados que saíam do nariz e da garganta dela era a melhor música para os meus ouvidos. Ouvir o ar travando na traqueia da Moon, ver as lágrimas involuntárias acumularem no canto dos seus olhos claros por conta do reflexo e sentir os pequenos tremores de desespero e tesão passarem pelo seu corpo enquanto ela tentava puxar o oxigênio me deixavam completamente fora de controle. Esse som rústico, abafado e agoniado de sufocamento me dava uma onda de poder e satisfação absurda.
Puxei a cabeça dela ligeiramente para trás pelo cinto, apenas o suficiente para deixar a ponta do meu membro respirar por um milésimo de segundo, para logo em seguida afundar tudo de novo na garganta dela com um impulso seco e firme. A saliva escorria pelo canto dos lábios dela, lambuzando o meu membro, a minha virilha e o queixo macio da garota. A Moon tentava manter o ritmo, apertando com a língua e sugando a minha carne enquanto lutava pelo ar, produzindo ruídos baixos e manhosos que faziam o meu sangue ferver nas veias.
Senti os músculos da minha barriga se contraírem inteiros sob o peso do esforço e do tesão acumulado. A pressão na minha virilha atingiu o ápice e o meu corpo enrijeceu por completo na cadeira. No milésimo de segundo em que o ápice me atingiu, firmei os meus dedos nos cabelos loiros dela com força total, cravando a minha pegada nos fios e travando a cabeça da garota contra a minha virilha.
— Engole tudo — sibilei entre os dentes trincados, a voz saindo falhada pela intensidade. — Não desperdiça nenhuma gota.
Descarreguei uma lufada quente e abundante de sêmen direto no fundo da boca dela. Senti os músculos da garganta da Moon trabalharem e engolirem toda a substância de forma contínua, engolindo gole por gole com uma disciplina impressionante, até sentir o meu canal ficar completamente limpo de qualquer resíduo.
Soltei uma respiração pesada, os músculos do meu quadril relaxando aos poucos enquanto o tremor do orgasmo passava lentamente pelas minhas pernas. Desenrolei a tira de couro do pescoço macio dela sem qualquer pressa. A Moon caiu um pouco para a frente no chão de madeira da cabine, apoiando as palmas das mãos pequenas no piso frio para não bater o rosto. Ela puxava o ar desesperadamente para dentro dos pulmões, o peito subindo e descendo de forma desordenada enquanto tossia baixinho e o oxigênio voltava a circular pela sua garganta.
Fiquei observando a minha garota caída entre as minhas pernas, entregue, arfante e completamente minha. Passei a mão pelo cabelo loiro dela, espalhando os fios desalinhados que grudavam no suor da sua testa e nas suas bochechas coradas. A pele das costas dela estava aquecida, marcada por arrepios finos que iam da nuca até a curva da cintura.
Peguei uma venda que estava ao lado na escrivaninha e joguei para ela.
— Coloca.
E assim ela fez enquanto tentava respirar.
Após ela colocar acendi a luz do quarto.
— Acho que sim!!! — ela respondeu com a voz falhando.
— Ótimo.
Espamei as minhas mãos abertas pelas nádegas da garota, sentindo a textura da pele quente e a pressão da minha pegada, e afastei a carne macia com um movimento possessivo. Deslizei o pequeno vibrador para fora da buceta dela, ouvindo o som sutil do silicone saindo e provocando a pele sensível por mais um segundo antes de desligar a vibração e afastar o brinquedo de vez. Em seguida, segurei a base da peça de borracha que mantinha o canal anal dilatado e a puxei com calma, abrindo espaço devagar para não assustá-la com o alívio repentino.
O corpo dela soltou um arfar longo contra o travesseiro com a saída do objeto, o quadril vacilando ligeiramente sobre os joelhos. Sem perdas de tempo, passei a cabeça do meu pênis ereto pela umidade concentrada na boceta, com o maior cuidado que consegui, lambuzando a cabeça do meu pau com a lubrificação natural dela.
— Agora eu vou te levar ao inferno... e vou te mostrar que o inferno não é tão ruim assim — murmurei perto da coluna dela, a minha voz saindo arrastada, grave e carregada de intenção.
Acomodei a ponta da minha cabeça bem na entrada do ânus dela, que já estava devidamente preparado pelos exercícios anteriores. Apoiei as minhas mãos com força no seu quadril, sentindo a estrutura dos seus ossos sob a minha pegada, e comecei a empurrar a base devagar. A pele cedeu por conta da preparação paciente que fiz minutos atrás, mas a espessura avantajada do meu pênis ainda fazia o anel muscular dela esticar até o limite absoluto.
— Ai... tá doendo! Ai, ai, ai... — a Moon protestou em um ganido abafado contra o travesseiro, enrijecendo as coxas e tentando baixar o quadril para fugir da pressão contínua da minha invasão.

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