"Lorena"
A luz da manhã trazia uma claridade suave para o quarto e parecia dissipar, por um momento, todos os meus medos, como se pudesse apagar a Scarlat. Eu não estava sozinha quando acordei. O braço do Érick continuava pesando de forma possessiva e reconfortante sobre a minha cintura. Ele não foi embora, ele passou a noite... comigo!
Eu me lembrei da primeira vez em que ele invadiu o meu quarto, o antigo quarto. Me lembrei de como ele daiu apressado depois do que aconteceu entre nós e de como ele se comportou no dia seguinte... e nos que seguiram. O fato dele ter ficado me diza muito, me dizia mais do que qualquer palavra que ele disse na noite anterior. E ele disse muitas coisas que me encorajaram.
Eu respirei fundo. Eu estava disposta. A exaustão da luta constante deu lugar a uma paz frágil, mas real. Uma paz que eu sentia no fundo do meu coração aquecido.
Mas por mais feliz que eu me sentisse com o fato dele estar ali comigo, estava na hora de sair daquela cama. Eu me abaixei e beijei os seus lábios docemente.
- Bom dia, bicho papão! - Eu falei no seu ouvido.
De repente ele se virou sobre mim na cama e me deu um beijo que parecia mais o início de uma noite de paixão que um beijo inocente de bom dia.
- Você vai precisar melhorar esses beijos de bom dia se quiser manter o bicho papão de bom humor. - Ele brincou.
- O problema é que o humor do bicho papão é muito volátil, ele não chega bem até o fim do dia. - Eu brinquei e ele deu um riso curto, como se lembrasse de algo desagradável.
- As pessoas não conseguem se comportar, precisam provocar a ira do bicho papão. A começar por você, com essa rebeldia o tempo todo.
- Rebelde? Eu? - Ele fez que sim e me deu mais um beijo. - Bom, então eu terei que me comportar.
- Ah, isso seria maravilhoso! - Ele sorriue me beijou de novo. - Nós ainda temos tempo? Ou já está na hora de acordar a nossa menina?
Sempre que ele falava "a nossa menina", o meu coração se enchia de alegria e esperança de que aquilo pudesse dar certo.
- Sinto muito, mas eu preciso acordá-la e o senhor, Sr. Albelini, precisa se arrumar para o trabalho.
- Huuummm... não quero! - Ele falou como um menino e me fez rir.
- Vamos, antes que a nossa menina venha nos procurar, ela acorda cedo. - Eu avisei e ele me deu mais um beijo antes de sair da cama.
Ele vestiu a calça e a camisa, enquanto eu me enrolei em um robe de seda. Eu vi o momento em que ele se abaixou e pegoui o vestido uniforme no chão e veio em minha direção, me segurando pela cintura.
- Lô, isso aqui acabou. - Ele ergueu op vestido diante dos meus olhos. Eu concordei e ganhei o seu sorriso bonito e mais um beijo.


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