Jefferson olhou para ele com indiferença em seus olhos profundos.
Não disse nada.
Mas sua presença impunha uma autoridade natural, sem necessidade de raiva.
Henrique pareceu perceber algo, e sua expressão esfriou um pouco.
Ele olhou para Jefferson e disse novamente
— O Sr. Ortega vai interferir também? Não se esqueça, você é o futuro genro da Família Ferreira!
Jefferson o ignorou.
Ele baixou a cabeça, acendeu um cigarro e, após tragar profundamente, olhou para Ivânia
— Quando termina o funeral?
Ivânia respondeu
— Terminará após a cremação do corpo. O agendamento é para as dez horas.
Jefferson levantou o pulso para olhar o relógio
— Hm.
Henrique foi completamente ignorado.
A raiva subiu-lhe à cabeça, mas ele não podia fazer nada contra o herdeiro da Família Ortega.
Seu olhar recaiu novamente sobre Ivânia.
Ivânia usava um vestido longo preto, que fazia sua pele parecer ainda mais branca, quase transparente.
Uma jovem que ainda não tinha vinte anos, com o rosto cheio de colágeno e um par de lindos olhos de raposa.
Pura e, ao mesmo tempo, sedutora.
De fato, ela tinha o capital para prender a atenção de um homem.
Henrique soltou um riso frio e disse
— É apenas uma mulher. Brincar um pouco tudo bem, mas o Sr. Ortega não vai levar isso a sério, vai...
— Henrique, você passou dos limites. — Jefferson o interrompeu com voz fria.
Seu olhar sombrio emanava um frio cortante, mais assustador do que a atmosfera do crematório.
Nesse momento, os funcionários do crematório entraram para avisar que o horário agendado para a cremação havia chegado.

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