Ivânia assentiu.
— Os repórteres já estão organizados? — Perguntou ela.
— Tudo pronto. — Respondeu Vanessa.
— E o pai do Ramiro, foi instruído? — Ivânia continuou perguntando, preocupada.
— Já foi instruído. Ele não é burro, sabe o que fazer. — Disse Vanessa.
Só então Ivânia foi para o quarto se lavar.
Depois do banho, trocou de roupa e colocou o pijama.
Deitou-se na cama, mas não conseguia dormir.
Assim que fechava os olhos, a imagem de Sabrina esmagada e ensanguentada invadia sua mente.
Passou a noite se revirando e finalmente amanheceu.
Ivânia vestiu um vestido preto longo.
Junto com Vanessa, correu para a funerária.
O pai de Ramiro, tendo perdido a esposa e o filho em sequência, parecia ter envelhecido décadas da noite para o dia.
O homem, com pouco mais de trinta anos, já tinha os cabelos grisalhos.
— Srta. Paiva, Sra. Machado, vocês vieram. — Os olhos do pai de Ramiro estavam inchados de chorar, e sua voz estava terrivelmente rouca.
— Meus pêsames. — Disse Vanessa em voz baixa.
Além disso, não conseguia dizer mais nada para consolar.
O funeral estava prestes a começar.
Vanessa pegou o celular para ligar para os repórteres previamente agendados.
Mas, antes que os repórteres chegassem, Henrique chegou com o Sr. Amaral.
Henrique usava um terno cinza-fumaça e sapatos caros de couro de crocodilo.
Entrou no salão de velório com total descaramento.
Ao ver o assassino de sua esposa e filho, o pai de Ramiro ficou com o rosto lívido.
Seu corpo inteiro tremia incontrolavelmente.
Ivânia instintivamente se colocou na frente do pai de Ramiro.
Olhou friamente para Henrique.
— A que devemos a honra da presença do Sr. Damasceno?
— Afinal, a pessoa se suicidou no meu hospital. Por uma questão humanitária, vim prestar condolências. — Disse Henrique.
O Sr. Amaral já lhe entregava três incensos.
Henrique pegou os incensos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Morte Também É Renascimento