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A Morte Também É Renascimento romance Capítulo 345

Os repórteres seguravam suas câmeras, filmando sem parar.

A funerária era um local público, com muitas pessoas indo e vindo.

Muitos transeuntes também pegaram seus celulares para filmar e postar na internet.

O rosto de Henrique estava lívido, furioso ao extremo.

Ele queria chutar o pai de Ramiro para longe com força.

Mas tantas câmeras e celulares estavam apontados para eles.

Henrique só podia reprimir sua raiva, suportando o nojo enquanto via aquele caipira esfregar lágrimas e muco em sua calça de terno cara e feita sob medida.

Felizmente, o assistente e os guarda-costas não eram inúteis; reagiram rapidamente.

Dois guarda-costas afastaram o pai de Ramiro à força.

— Senhor, por favor, acalme-se. Temos muita simpatia pela sua situação. Mas se você continuar a causar problemas e difamar a reputação do Grupo Damasceno e do Sr. Damasceno, não seremos tolerantes. — Disse o assistente com retidão fingida.

O pai de Ramiro, afastado pelos dois guarda-costas, só podia abraçar firmemente a urna da esposa e continuar chorando amargamente.

Então, ele assistiu impotente enquanto Henrique, impecável em seu terno, entrava no carro sob a escolta dos guarda-costas e partia.

Henrique foi embora, mas o objetivo do pai de Ramiro já havia sido alcançado.

Hoje, Vanessa havia organizado os repórteres.

A intenção original era apenas relatar a situação trágica da família de Ramiro, usando o suicídio da mãe de Ramiro, Sabrina, para incitar a opinião pública e forçar os departamentos relevantes a re-investigar a Família Damasceno.

Mas Henrique insistiu em aparecer para provocar, o que acabou ajudando-os invisivelmente.

Naquele dia, manchetes chocantes cobriram a internet.

"Grupo Damasceno mata pessoas", "Roubo de órgãos", "A vítima era uma criança de oito anos", "Mãe da criança, incapaz de obter justiça diante do poder, comete suicídio em desespero".

Capítulo 345 1

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