Ela estava na beira do terraço.
Segurava a foto em preto e branco do filho nas mãos.
O hospital havia sido fechado temporariamente devido ao erro médico com Ramiro.
Aguardava investigação das autoridades superiores.
Como restavam apenas alguns funcionários de plantão, Sabrina não foi descoberta por muito tempo.
— Sabrina, o que você está fazendo? Desça daí, é muito perigoso! — O pai de Ramiro, ao ver a esposa no terraço, quase morreu de susto.
Vanessa também parecia em choque, mas manteve a calma para discar o 192.
Ivânia correu para dentro do hospital e subiu rapidamente para o terraço.
Infelizmente, assim que ela chegou ao topo, Sabrina já havia pulado da beira do prédio, segurando a foto do filho.
Antes de pular, ela gritava sem parar:
— A família Damasceno trata a vida humana como lixo! Vou virar um fantasma e não vou perdoar vocês! Filho, a culpa é da mamãe! Mamãe está indo te fazer companhia!
— Não! — Gritou Ivânia, correndo para a borda.
Mas só viu o corpo de Sabrina atingir o chão duro.
O sangue começou a se espalhar lentamente sob o corpo dela.
As sirenes dos bombeiros e da ambulância soaram estridentes.
Mas chegaram tarde demais.
Como o suicídio de Sabrina resultou em morte, a polícia interveio na investigação.
Logo descobriram que, antes de morrer, Sabrina havia ido ao Grupo Damasceno.
Sua mente estava cada vez mais instável.
Ela só se lembrava de que a família Damasceno havia matado seu filho e queria vingança.
No entanto, ela nem conseguiu passar da porta do Grupo Damasceno.
Esperou por muito tempo até que Henrique saiu da empresa.
Mas, antes de se aproximar dele, foi agarrada pelos seguranças.
Por mais que lutasse, dois seguranças corpulentos a mantiveram pressionada no chão.
Como um peixe na tábua de cortar, à mercê de qualquer um.
Henrique a olhou de cima.

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