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A Morte Também É Renascimento romance Capítulo 341

— Tenho uma apresentação no próximo fim de semana. Você tem tempo para ir? Vou reservar um ingresso para você. — Perguntou Zenobia suavemente após sair do carro, sem pressa de ir embora.

— Hum. — Jefferson concordou levemente.

— Então, até a semana que vem. — Zenobia sorriu e acenou para ele.

Jefferson segurou o volante e arrancou com o carro.

O veículo seguia pela estrada larga.

No retrovisor, a figura de Zenobia ficava cada vez menor, até desaparecer.

O celular no banco do passageiro tocou de repente.

Jefferson segurava o volante com uma mão e, com a outra, atendeu a chamada.

Do outro lado da linha, a voz grave de seu pai, Fábio Ortega.

— A troca recente do diretor da Reintegração e Justiça Prisional tem algo a ver com você? Jefferson, até onde vão seus braços? O que você está planejando?!

Jefferson não respondeu diretamente à pergunta de Fábio.

Sorriu levemente e respondeu:

— O senhor está bem informado.

Fábio era um homem de negócios.

E para um homem de negócios, informação era o mais importante.

— Pare de gracinha comigo. Se seu avô e seu tio souberem que você está fazendo esses movimentos pelas costas, vão te dar uma surra. — Fábio repreendeu o filho, sem muita raiva.

Fábio e o tio de Jefferson eram militares.

Fábio já havia se aposentado e agora morava no prédio dos generais.

O tio de Jefferson ainda estava na ativa, ocupando um alto cargo.

Talvez por serem militares de longa data, tinham ossos duros.

O que Fábio mais detestava era ver filhos e netos abusando de poder.

— Se o senhor não falar, eles não vão saber. — Disse Jefferson, girando o volante, com indiferença.

— Moleque, querendo calar minha boca. — Fábio adorava esse filho e não conseguia ser duro.

— Sua mãe volta ao país no fim de semana. Você não tem missão no quartel, venha jantar com a gente em casa.

— Está bem. — Jefferson respondeu brevemente, pois ainda estava dirigindo, e encerrou a chamada.

Com medo de que a esposa sofresse algum acidente, ele só podia recorrer a Vanessa.

Em Santa Cruz do Sertão, Vanessa era a única pessoa capaz que eles conheciam.

Vanessa acalmou o pai de Ramiro e saiu de carro com Ivânia para procurar.

Os seguranças e assistentes da empresa também foram enviados.

Procuraram o dia todo.

Finalmente, encontraram Sabrina no terraço do hospital.

Era o hospital privado do Grupo Damasceno, o mesmo onde Ramiro havia falecido.

A casa alugada da família de Ramiro ficava muito longe dali.

Sabrina não tinha celular nem dinheiro.

Ninguém sabia quanto tempo ela caminhou para chegar até lá.

Estava descabelada, com aparência lamentável.

Tinha até perdido um dos sapatos.

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