Ivânia caminhou em sua direção e parou de repente ao passar por ele.
Jefferson levantou os olhos e olhou para ela.
Seus olhos negros eram profundos e insondáveis.
— A família Ferreira está por trás da família Damasceno, não está?! — Disse Ivânia, com tom quase de certeza.
A família Damasceno escapava do perigo repetidas vezes, com facilidade.
Era óbvio que havia uma força maior por trás.
A família Damasceno administrava hospitais.
O tio de Zenobia era um líder na Secretaria de Saúde.
A família Damasceno era investigada sob pressão pública várias vezes, mas sempre saía ilesa.
Claramente, havia proteção de líderes da saúde.
E desta vez, o primo de Zenobia se feriu.
A família Damasceno não poupou esforços para encontrar um fígado para ele.
Isso provava que a família Ferreira podia comandar a família Damasceno.
Pensando mais fundo, Reinaldo Serpa, Sérgio Torres e a família Damasceno.
Será que todos eram comandados pela família Ferreira?
Com Reinaldo, Sérgio e a família Damasceno acumulando riqueza desenfreadamente, o Sr. Ferreira pôde ter uma carreira oficial próspera e tranquila.
Não era de se admirar que ela tivesse sido assassinada na vida passada para ser silenciada.
Ela havia batido de frente com a montanha que era a família Ferreira.
Jefferson sacudiu levemente a cinza do cigarro e não disse nada.
Ivânia zombou.
— Jefferson, cuide-se. Não envergonhe a farda que você veste.
Ivânia soltou a frase e passou por ele, com o som de seus saltos altos ecoando.
Jefferson apagou o cigarro e jogou-o na lixeira ao lado.
Seus olhos negros, calmos e profundos, acompanharam as costas de Ivânia até ela desaparecer no final do corredor.
Ivânia voltou para a sala privada e os pratos já estavam servidos.
Vanessa estava de pé junto à janela, atendendo uma ligação.

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