O funeral de Ramiro terminou.
Vanessa levou os pais de Ramiro para casa de carro e só então partiu.
— Foi um dia cansativo, você está com fome? Vamos comer alguma coisa? — Perguntou Vanessa, segurando o volante e olhando para Ivânia no banco do passageiro.
— Sim. — Ivânia assentiu.
Enquanto dirigia, Vanessa ligou o GPS e procurou um restaurante sofisticado nas proximidades.
Ao entrarem no restaurante, perceberam que o local estava lotado e exigia reserva antecipada.
Ivânia virou-se para sair, mas foi reconhecida pelo gerente do restaurante.
— Você é a Ivana, não é? Sou seu fã. Pode me dar um autógrafo? — Disse o gerente, emocionado.
Ivânia estava de máscara e boné, toda coberta, mas ainda assim foi reconhecida.
O gerente devia ser realmente um fã leal.
Ivânia deu o autógrafo e tirou uma foto com ele.
Esses restaurantes de luxo, mesmo cheios, sempre mantinham salas reservadas.
Para evitar constrangimentos caso algum figurão aparecesse de repente.
O gerente pediu ao garçom que as levasse para uma sala privada.
Ivânia agradeceu ao gerente e subiu as escadas com Vanessa.
Assim que chegaram ao segundo andar, deram de cara com a família Ferreira.
Zenobia usava um vestido longo e requintado, de braços dados com sua mãe, Nádia.
Nádia vestia um cheongsam cor de framboesa, elegante e nobre.
Ao seu lado estava seu marido, o Sr. Ferreira.
O Sr. Ferreira parecia muito discreto e conversava de lado com Jefferson.
A família Ferreira provavelmente também não esperava encontrar Ivânia ali.
Zenobia franziu levemente as sobrancelhas e sussurrou algo no ouvido de Nádia.
Ao ouvir, o olhar frio de Nádia pousou em Ivânia, avaliando-a.
— Essa é a Srta. Paiva que o Jefferson salvou? De fato, é uma beldade.

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