Vanessa estendeu a mão e os ajudou a se levantar, oferecendo algumas palavras de conforto.
Ivânia levantou a roupa de Ramiro e viu a cicatriz evidente em seu abdômen.
Ela estendeu a mão e acariciou suavemente a barriga da criança.
O abdômen estava claramente afundado.
A mão de Ivânia tremia incontrolavelmente.
Em sua mente, passou instantaneamente a imagem de Mariana Rodrigues depois de ter sido assassinada.
Ela estava exatamente assim.
Com o abdômen afundado.
Vazia por dentro.
— Vamos chamar a polícia primeiro. — Disse Vanessa, com a voz embargada.
Ivânia assentiu e pegou o celular.
Ela hesitou por um longo tempo, mas acabou discando o número de Joaquim.
A família Damasceno operava em Santa Cruz do Sertão há um século.
Suas raízes eram profundas.
Ivânia não sabia se a família Damasceno tinha conluio com a polícia.
A única pessoa em quem ela podia confiar agora era Joaquim, seu antigo pai.
Quando Joaquim chegou com os agentes, já havia se passado uma hora.
Eles seguiram o protocolo e recolheram o corpo da criança.
Preparam-se para levá-lo ao Instituto Médico Legal para a autópsia.
Os pais de Ramiro, Vanessa e Ivânia foram levados à delegacia para prestar depoimento.
Logo depois, saiu o laudo da autópsia.
Ramiro faleceu devido a uma infecção generalizada causada por queimaduras.
Órgãos vitais internos haviam sido removidos.
A polícia abriu um inquérito imediatamente e começou a investigar.
Antes mesmo do amanhecer do dia seguinte, todos os envolvidos foram detidos.
O diretor do hospital privado do Grupo Damasceno.
O médico responsável por Ramiro.
A enfermeira encarregada.

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