— Sim. Já mandei os advogados resolverem. Pode ficar tranquilo, vou cuidar disso. — Garantiu Henrique.
— Como posso ficar tranquilo? — A voz do Sr. Ferreira parecia carregada de inquietação e ansiedade. — Isso tomou proporções enormes. Já chamou a atenção lá de cima. Agora é o Joaquim quem está no comando do caso. Você sabe como ele é. Teimoso e incorruptível.
As sobrancelhas de Henrique se franziram profundamente.
Primeiro Ivânia, agora Joaquim.
Essa família Paiva era uma assombração.
— Henrique, isso já saiu do nosso controle. A melhor solução agora é sacrificar o peão para salvar o rei. Você precisa tomar uma decisão rápida. — Acrescentou o Sr. Ferreira.
Henrique ouviu e caiu em um breve silêncio.
Depois de um longo tempo, ele disse:
— Sr. Ferreira, eu sei o que fazer.
Ao desligar, Henrique ligou novamente para o advogado para entender a situação.
O cenário não era nada otimista.
Ramiro já havia passado pela autópsia.
Seus pais insistiam que o hospital da família Damasceno havia matado o filho deles.
E que haviam roubado os órgãos da criança.
A polícia estava levando o caso muito a sério.
E ainda havia Joaquim, aquele osso duro de roer.
Seria impossível para o hospital do Grupo Damasceno se livrar da culpa.
Se o caso continuasse a ser investigado a fundo, abalaria as fundações da família Damasceno.
Após ponderar, Henrique discou novamente para o assistente.
— Sr. Damasceno.
— Controle imediatamente a esposa e os filhos do Diretor Sampaio. Ele tem um filho mais velho estudando no exterior, traga-o de volta imediatamente. Diga ao Diretor Sampaio que o caso do Ramiro foi ação exclusiva dele. Não tem nada a ver com a família Damasceno. Se ele assumir tudo sozinho, garanto riqueza e glória para a família dele pelo resto da vida. Caso contrário, ele pode esperar para recolher os corpos da mulher e dos filhos.
Henrique deu as ordens e desligou diretamente.
Ele levantou a cabeça.

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