— Doutor, como ele está? — Zenobia se aproximou imediatamente, perguntando com preocupação.
O diretor, o assistente de direção, o produtor e muitas outras pessoas se aglomeraram ao redor.
Com tanta gente, Ivânia ficou por último, prendendo a respiração, esperando pelo veredito do médico.
— Felizmente, não atingiu nenhum órgão vital. Uma leve concussão, mas o corte no ombro é profundo, levou sete pontos. — O médico retirou a máscara cirúrgica azul e disse a Zenobia.
Ao ouvir isso, Zenobia visivelmente relaxou.
Jefferson foi levado da sala de cirurgia para um quarto particular.
Ivânia instintivamente quis segui-los, mas foi barrada pela assistente de Zenobia.
— Srta. Paiva, o Sr. Ortega está ferido e precisa de repouso. Por favor, não o perturbe. — O tom da assistente era educado, mas distante, assim como o de Zenobia, com um ar de superioridade.
— Diretor Amorim, por favor, peça para que todos da equipe voltem. O Sr. Ortega não quer ser perturbado durante sua recuperação. Espero que investigue a causa do acidente o mais rápido possível e nos dê uma resposta satisfatória.
A assistente, após falar, entrou no quarto e fechou a porta, deixando todos do lado de fora.
A equipe do filme foi embora aos poucos, e Ivânia não podia mais ficar ali.
Ela arrastou as pernas, saindo lentamente do hospital.
Embora fosse final do outono, o sol lá fora estava forte, a luz era tão intensa que a deixava tonta.
Ivânia sentou-se nos degraus da entrada do hospital, sentindo-se entorpecida, incapaz de rir ou chorar.
Ela não sabia quanto tempo ficou ali, perdida em pensamentos, até que uma sombra a cobriu.
Ivânia levantou a cabeça lentamente e viu Vanessa Machado parada à sua frente, olhando para ela.
— Você está bem? — Vanessa suspirou e perguntou.
— Estou bem. — Ivânia balançou a cabeça, apática.

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