— Eu o ouvi cumprimentando o Diretor Amorim agora há pouco, a voz dele é tão maravilhosa, sinto que meus ouvidos vão engravidar.
As garotas da equipe se reuniram, bebendo e comendo frutas, tagarelando.
Ivânia não se aproximou, apenas olhou de longe.
Nesse instante, seu olhar encontrou o de Jefferson.
Ele não estava de uniforme hoje, vestia-se de forma casual, o que suavizava um pouco sua aura imponente.
Jefferson ergueu levemente uma sobrancelha, olhando para ela sem disfarçar, por entre as pessoas.
Então, pegou uma bebida da mão de Vítor e caminhou diretamente em direção a Ivânia.
— Quer? — Jefferson ofereceu a bebida a Ivânia.
Ivânia não entendeu o que ele estava tramando e ficou paralisada, esquecendo-se de estender a mão para pegar.
A cena ficou subitamente tensa, e alguns olhares se voltaram para eles, cheios de curiosidade e especulação.
Ao lado, a assistente, vendo a situação, reagiu rapidamente.
Ela estendeu a mão, pegou a bebida de Jefferson e disse com um sorriso para quebrar o gelo:
— Minha Ivana adora suco de abacaxi, obrigada, Sr. Ortega.
Jefferson retraiu a mão, seu olhar pousou em Ivânia por um momento, e ele disse, como se não fosse nada:
— Que bom que gostou.
— Jefferson, já tirei a maquiagem, vamos jantar. — Nesse momento, Zenobia saiu de seu camarim privativo, já com roupas normais, um vestido branco que realçava sua elegância.
Ela se aproximou de Jefferson, pegou em seu braço e sorriu suavemente.
Embora não tenha dito nada, sua intenção de marcar território era clara.
Ivânia não seria inconveniente.
Ela acenou educadamente com a cabeça, como um cumprimento, e se virou para sair.
Mal tinha dado alguns passos quando ouviu um alvoroço ao seu redor, seguido por gritos de pânico.
— Cuidado, o lustre está caindo!

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