Mas ao se levantar, descobriu que suas pernas pareciam desobedecer.
Ela cambaleou, quase caindo no chão.
— Cuidado! — O homem à sua frente, vendo a cena, instintivamente estendeu a mão para ampará-la.
Contudo, antes que a mão do homem tocasse a barra de seu vestido, um braço forte envolveu a cintura fina de Ivânia Paiva.
Com um puxão vigoroso, o corpo de Ivânia foi de encontro a um peito duro e firme, sem que ela pudesse controlar.
O ar que ela respirava estava impregnado de um cheiro familiar, com a frieza da noite.
— Você é o namorado dela? — perguntou o homem, hesitante, ao ver a cena.
A mente de Ivânia ainda estava um pouco confusa.
Ela virou a cabeça para o lado, olhou para Jefferson Ortega e, balançando a cabeça, disse:
— Não o conheço.
— Não me conhece? — Jefferson riu com frieza, e o braço em volta de sua cintura apertou de repente, deixando Ivânia sem ar.
Ela começou a se debater instintivamente.
— Solte a moça. Se quer flertar, tem que respeitar a ordem de chegada. — Disseram alguns homens, ao verem a situação. — Se não a soltar, vamos chamar a polícia.
Jefferson os ignorou, baixando o olhar para Ivânia, seus olhos escuros e profundos transbordando uma frieza assustadora.
O cérebro de Ivânia reagiu lentamente.
Ela ponderou as consequências de chamar a polícia para prender Jefferson e, no final, cedeu.
Se ela ousasse mandar prender o herdeiro da família Ortega, com certeza não se daria bem.
— É um engano, um engano. Ele é meu namorado, estávamos só brincando. — Disse Ivânia, rendendo-se.
— Ah, então é só uma briga de casal. Vamos, não vamos nos meter. — Os homens, compreendendo a situação, levantaram-se e voltaram para suas mesas.
Ivânia, no entanto, foi levada para fora do bar, meio abraçada por Jefferson.
Seu carro estava estacionado bem na porta.

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