— Jefferson, quem você quer que eu seja? — Ivânia arregalou seus belos olhos, e as lágrimas começaram a brotar incontrolavelmente.
Sua visão ficou cada vez mais turva, até que tudo escureceu, e ela perdeu a consciência.
No momento em que o corpo macio da garota desabou em seus braços, Jefferson não sabia se ria ou se chorava.
Ele a pegou no colo e a colocou no carro.
A Mercedes preta cortou a noite, avançando calmamente pela estrada deserta.
Ivânia estava encostada no banco, seu rosto adormecido, sereno e dócil, como se desconhecesse as maldades do mundo.
Jefferson segurava o volante, olhando para ela de vez em quando pelo retrovisor.
O carro finalmente entrou no Parque das Acácias.
Era tarde, e Rita já estava dormindo, mas foi acordada pelos latidos de Balote.
Ela vestiu um roupão, saiu do quarto e se assustou ao ver Jefferson entrando com Ivânia nos braços.
— O que aconteceu com a Srta. Ivana? — perguntou Rita.
— Ela bebeu demais. Rita, por favor, ajude-a a se lavar e a trocar de roupa. — Jefferson entregou Ivânia a Rita e foi para o seu quarto.
Ele tirou o casaco, jogou-o displicentemente no encosto do sofá, pegou um maço de cigarros, tirou um e, assim que o acendeu, o celular na mesa de centro começou a vibrar.
Jefferson segurava o cigarro com uma mão e atendeu o celular com a outra.
Assim que atendeu, a voz de Fernanda Rodrigues soou do outro lado.
— Onde você está?
— No Parque das Acácias. — respondeu Jefferson, dando uma tragada.
Houve um breve silêncio do outro lado da linha.

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