O rosto de Graciele estava meio inchado, sua expressão contorcida, parecendo especialmente assustadora.
Ela gritou para Yasmin com ferocidade.
— Que direito você tem de me bater? Foi você, sua vagabunda, que separou meus pais. Deveria se sentir honrada por me criar, Yasmin, não seja ingrata!
Yasmin, que pela primeira vez testemunhava a desfaçatez de Sérgio e Graciele, tremia de raiva.
Ela perdeu completamente a compostura de uma dama da alta sociedade e se atirou sobre Graciele para agredi-la.
Graciele não recuou, puxando com força o cabelo de Yasmin, que gritava de dor.
Ao ver a cena, Hugo tentou intervir, mas, sendo um homem, era difícil se meter na briga.
Ele só pôde ordenar que as empregadas da casa as separassem.
Mas as empregadas obedeciam a Yasmin e tomaram seu partido.
No meio do empurra-empurra, alguém a empurrou com mais força, e Graciele foi jogada escada abaixo.
Graciele soltou um grito agudo, rolando pelos degraus junto com a mala.
— Ah! Sangue, estou sangrando! Uma ambulância, chamem uma ambulância! — Após rolar escada abaixo, Graciele bateu a cabeça na parede lateral, abrindo um corte na testa que sangrava sem parar.
Seu rosto estava coberto de sangue, e ela, pálida de medo, gritava histericamente.
Sua reação era muito mais genuína do que quando fingiu suicídio ou pular do prédio.
Mas naquela casa só havia uma dona, e as empregadas, seguindo o exemplo de Yasmin, não ousaram defender Graciele.
No final, foi Hugo, temendo que ela perdesse muito sangue e algo mais grave acontecesse, quem ligou para o 192.
Graciele foi levada pela ambulância para o hospital, e Yasmin proibiu qualquer um da casa de se envolver.

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