Somente à noite os membros da família Torres começaram a retornar.
Graciele foi a primeira a voltar.
Sua expressão era terrível, e ela se trancou no quarto assim que chegou.
Depois, Hugo e Yasmin também retornaram.
Yasmin havia desmaiado de raiva.
Após algumas horas de observação no hospital, como não havia nada grave, Hugo a trouxe para casa.
Ao chegar, Yasmin viu Ivânia e Tomas sentados no sofá da sala assistindo TV.
Tomas, que geralmente agia como um pequeno tirano, destemido, na frente de Ivânia parecia um rato diante de um gato, excepcionalmente comportado.
— Mamãe, vocês voltaram! — Ao ver Yasmin e Hugo, Tomas pulou do sofá e correu alegremente até eles.
Nesta casa, apenas Tomas, o garotinho, que não sabia de nada, ainda conseguia sorrir.
— Sim. — Yasmin afagou a cabeça do filho mais novo, seus olhos ainda vermelhos.
Ela abraçou Tomas com um braço e ergueu o olhar para Ivânia.
Ivânia também a olhou, com um olhar tão calmo que parecia estar vendo uma estranha.
— Ivana. — A voz de Yasmin estava embargada, e ela não conseguiu dizer mais nada, olhando para Ivânia com um olhar cheio de culpa.
Sua filha, levada logo após o nascimento por aquela vagabunda da Sílvia e aquele homem de coração podre do Sérgio, sofreu tormentos por toda a vida.
Quando foi devolvida, não tinha um centímetro de pele sem marcas.
Mas Yasmin tratou a bastarda de Sérgio e Sílvia como um tesouro, mimando-a por mais de dez anos.
Mesmo depois que sua filha biológica voltou, ela continuou a favorecer Graciele, a bastarda.
Pensando em suas ações ao longo dos anos, o coração de Yasmin doía como se estivesse sendo esfaqueado.
Ela queria se esbofetear.

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