— Ivana, beba o seu leite. Depois, descanse cedo. Você ainda precisa se recuperar bem. Amanhã de manhã, vou preparar uma canja especial para você.
Rita se aproximou com um copo de leite, dizendo com um sorriso.
Ivânia pegou o leite e agradeceu sinceramente.
— Obrigada, Rita. Eu vou embora amanhã. Agradeço por todos os seus cuidados durante este tempo.
Sabendo que Ivânia ia partir, Rita ligou para Jefferson para informá-lo.
Jefferson chegou ao Parque das Acácias tarde da noite.
Ivânia acordou no meio da noite com sede. Ao ir à cozinha buscar água, viu uma figura alta no sofá da sala. Ele estava envolto na escuridão, com a cabeça reclinada no encosto, dormindo.
Ivânia o observou por um momento, depois voltou ao quarto e pegou um cobertor no armário.
Ela se aproximou de Jefferson com o cobertor, movendo-se com cuidado. Assim que estava prestes a cobri-lo, Jefferson abriu os olhos de repente e agarrou seu pulso.
Antes que Ivânia pudesse reagir, o mundo girou e ela foi pressionada contra o sofá por ele.
Um leve cheiro de álcool pairava no ar. Ele havia bebido, e sua presença era ainda mais imponente e fria. Parecia familiar, mas também estranho para Ivânia.
Os olhos escuros de Jefferson a encararam por um instante, depois ele soltou seu pulso e se sentou direito, dizendo friamente:
— Desculpe.
Ivânia balançou a cabeça, indicando que não havia problema. Então, ela se abaixou e pegou o cobertor que havia caído no chão.
— Já que acordou, volte para o quarto para dormir. Você pode pegar um resfriado aqui.
— Certo. — Jefferson ergueu os olhos para ela e respondeu com um monossílabo.
Ivânia permaneceu de pé na frente dele, sem sair, e continuou:
— Sérgio já está sob vigilância da polícia, então ele não vai me fazer mal por enquanto. Eu quero voltar para a casa da família Torres.
Jefferson ouviu, ficou em silêncio por um momento e depois disse:

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