Sérgio estava basicamente entregando mais da metade dos bens da família Torres como presente de casamento para Graciele. No entanto, Graciele não era filha biológica de Yasmin, que tinha outros três filhos, dois deles homens.
— Sérgio, isso não é demais? — Hesitou Yasmin.
Graciele, sentada ao lado de Yasmin, ouviu suas palavras e uma expressão de raiva sutil cruzou seu rosto.
Yasmin sempre dizia que a tratava como uma filha de verdade, mas agora hesitava em lhe dar um dote decente.
— Papai, eu posso me casar sem isso, não se preocupe. Não quero que a mamãe fique em uma posição difícil. Hugo ainda não se casou, e Tomas ainda é pequeno, a mamãe precisa pensar neles também. Afinal, eu não sou filha biológica dela.
Graciele falou de maneira muito sensata, mas seus olhos se encheram de lágrimas, parecendo uma vítima desamparada e injustiçada.
Ao ver isso, Sérgio se irritou imediatamente.
— Você está se casando com um membro da prestigiosa família Damasceno. Uma quantia de dinheiro garantirá seu respeito na casa do seu marido. Quem manda nesta casa sou eu, não precisa se preocupar com a opinião dos outros.
Esses "outros", naturalmente, incluíam Yasmin.
Yasmin sentiu uma pontada no coração de raiva. Finalmente ela estava vendo a verdadeira face de Graciele.
Antigamente, essa tática de se fazer de vítima era usada contra aquela garotinha, Ivana.
Mas Yasmin era diferente daquela garotinha fraca. Como a filha mais velha da família Castilho, Yasmin nunca engoliu desaforos.
— Sérgio, você está dando metade da sua fortuna para Graciele. Já pensou no Hugo e no Tomas... — Disse Yasmin, irritada, mas foi interrompida por Sérgio antes que pudesse terminar.
— Mulher tola! — Repreendeu Sérgio, olhando para Yasmin. — Graciele vai se casar com Henrique Damasceno. No futuro, a família Torres terá o apoio da família Damasceno. O futuro de Hugo e Tomas estaria em risco?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Morte Também É Renascimento