— Se você não sabe falar como gente, então não fale. Diga à família Amaral que nos veremos no tribunal.
— Desgraçada! Sua desgraçada! — Sérgio bateu na mesa, furioso.
Ivânia não se deu ao trabalho de responder.
Levantou-se para sair, mas foi detida por Yasmin.
A atitude de Yasmin era muito melhor que a de Sérgio.
O casal interpretava os papéis de policial bom e policial mau, uma grande peça teatral em família.
— Ivana, talvez você não saiba, mas o pai da Valéria é um executivo de uma grande emissora. Nossa família tem uma agência de talentos, não podemos nos dar ao luxo de ofendê-los.
— Se vocês podem ou não ofendê-los, o que eu tenho a ver com isso? — Ivânia respondeu, mexendo nas unhas, indiferente.
— Ivana, como você pode dizer uma coisa dessas? Somos uma família, se um ganha, todos ganham; se um perde, todos perdem. — Yasmin tentou persuadi-la.
Quando precisavam que ela cedesse, de repente se tornavam uma família.
Que piada.
Ivânia soltou um riso de escárnio.
— Essa é nova, só agora descubro que somos uma família. Já que somos uma família, vou ser direta.
— Tudo o que Graciele tem, roupas, joias, bolsas de luxo e uma mesada mensal de vinte e cinco mil, eu também quero. — Ivânia começou a impor suas condições.
Ivana viveu nesta família por cinco anos, e suas condições de vida eram piores que as de uma empregada.
Enquanto isso, Graciele, a falsa, continuava a ser tratada como uma princesa.
Ivânia não ia tolerar essa humilhação.
— Tudo bem, tudo bem. Você e Graciele são minhas filhas, devem ser tratadas da mesma forma. — Yasmin cedeu.
— E mais uma coisa, quero trocar de quarto com a Graciele. — acrescentou Ivânia.
— Ivana, não abuse! — Hugo, que até então estava em silêncio, como se o assunto não lhe dissesse respeito, interveio de repente.



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