Ao pisar na terra familiar, a leve tensão que Sófia carregava por estar no exterior relaxou completamente.
O grupo empurrou as bagagens para fora do portão de desembarque e, de longe, Sófia pôde ver aquela figura extremamente marcante no meio da multidão.
Gregório segurava Clara nos braços, parado no lugar mais visível, esperando silenciosamente.
O homem vestia roupas casuais escuras e simples, com uma postura ereta e uma aura serena. Seu olhar caiu diretamente na direção da saída e, a partir do momento em que viu Sófia, a frieza no fundo de seus olhos se derreteu por completo, deixando apenas ternura.
Clara estava aninhada nos braços do pai, a cabecinha olhando para todos os lados. Assim que viu a mãe, seus olhos brilharam imediatamente, ela esticou as mãozinhas e gritou animada: "Mamãe! Mamãe!"
Aquele chamado doce e suave fez com que todo o cansaço de Sófia desaparecesse em um instante.
Ela apertou o passo e caminhou na direção do pai e da filha.
"Clara."
Sófia estendeu a mão, segurou gentilmente a mãozinha macia da filha e deu um beijo em sua bochecha rosada: "Sentiu saudades da mamãe?"
"Senti!" Clara assentiu com força, o corpinho esfregando-se com vontade em direção a Sófia, "Mamãe, colo!"
Gregório sorriu e passou a filha cuidadosamente para os braços de Sófia. Seu olhar pousou sobre ela, observando-a de cima a baixo para confirmar que estava sã e salva, antes de falar em voz baixa, com um tom que carregava uma pena imperceptível: "Está cansada? Você ficou um pouco mais bronzeada e mais magra."
"Estou bem, não estou tão cansada." Sófia segurou a filha, com o coração cheio de ternura, "Tudo correu muito bem, não houve problemas com os materiais e a parceria foi fechada."
"Uhum." Gregório assentiu e estendeu a mão naturalmente para pegar a bagagem dela, "O importante é que você voltou a salvo."
Naquele momento, Elias, Lucas e o resto do grupo também se aproximaram sucessivamente.
O olhar de Gregório passou levemente por Elias, sem nenhuma emoção extra, calmo e contido, mas carregando uma aura invisível.
Ele não foi excessivamente caloroso, nem indelicado, apenas assentiu com a cabeça de forma simples e falou com um tom educado e neutro: "Bom trabalho."
Uma frase simples, educada e distante, mas sem perder a cortesia.
Elias também respondeu educadamente: "Sr. Pacheco, quanto tempo."
Ele podia ver que o homem à sua frente tinha uma presença serena. O olhar que ele direcionava a Sófia e à criança era extremamente terno, mas ao mesmo tempo carregava um senso de posse inviolável, uma declaração de soberania gravada em seus ossos.
A cena foi silenciosa e natural, sem constrangimentos, sem sondagens, apenas um simples cumprimento de negócios.
Sófia segurava Clara e estava parada ao lado de Gregório. Com uma mão, ela segurava a filha, e a outra foi discretamente envolvida pela palma do homem.
A temperatura que vinha da palma da mão dele era segura e forte.
A carreira à frente, a família ao lado e um futuro brilhante pela frente.
Sófia levantou a cabeça e olhou para Gregório, com os olhos transbordando de um sorriso carinhoso.
Gregório abaixou a cabeça, encontrou o olhar dela, compreendeu tudo e apertou levemente os dedos, segurando a mão dela ainda mais forte.
Clara estava aninhada no colo da mãe, com os bracinhos abraçando o pescoço de Sófia com força, tagarelando sobre as pequenas coisas que aconteceram em casa naqueles dias.
A cerimônia de assinatura estava prestes a ser preparada, os materiais aeroespaciais estavam prestes a ser implementados,
O caminho à frente da NexGen estava totalmente desimpedido.
Enquanto isso, do outro lado.
Renata saiu da mansão.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...