Daniel não disse nada, apenas levou a mão devagar até o ouvido, tocando no ponto eletrônico invisível, e soltou uma única palavra em um sussurro leve: "Agora."
Ao som dessa palavra.
O sinal de ataque explodiu instantaneamente.
"Não se movam!"
"No chão! Todo mundo no chão!"
O clarão dos holofotes e lanternas táticas acendeu-se repentinamente. Dezenas de feixes de luz iluminaram o porto inteiro num instante, prendendo exatamente todas as silhuetas que carregavam as mercadorias.
Os agentes emboscados ao redor avançaram ao mesmo tempo, com as armas apontadas diretamente para os inimigos. As lanchas da guarda costeira e dos militares aproximaram-se da margem com agilidade, selando a área marítima por completo, sem deixar nenhuma brecha.
A luz forte repentina e os gritos de comando causaram um pânico imediato entre os capangas de Elias. Seus rostos empalideceram. Pararam de se mover e ficaram ali, sem saber o que fazer. Alguns tentaram resistir, mas foram instantaneamente reprimidos pela quantidade esmagadora de armas apontadas para eles, incapazes de se moverem um centímetro.
Elias virou-se bruscamente, com uma expressão de choque profundo e incredulidade no rosto, enquanto a raiva sombria e o pânico se misturavam em seus olhos.
Ele nunca imaginaria aquilo.
Havia arquitetado uma armadilha perfeita, havia visto todos irem embora com os próprios olhos, e tudo estava seguindo exatamente como planejado.
Esses homens, na verdade, haviam voltado.
Pegando-o em um golpe totalmente de surpresa.
"Daniel! Gregório!" Elias rangeu os dentes, sua voz tremia de ódio e frieza. "Vocês ousaram me fazer de idiota!"
"Fazer de idiota?" Gregório saiu lentamente das sombras, com um tom frio e indiferente. "Comparado a você, ainda estamos muito atrás."
"Achou mesmo que a sua tática da cidade vazia era infalível? Achou que nós seríamos facilmente enganados e recuaríamos as tropas para sempre?"
"Você nos subestimou demais."
Daniel saiu logo em seguida, o olhar cravado diretamente em Elias, desprovido de qualquer calor: "Você não tem escapatória."
"O porto foi completamente cercado, o mar bloqueado. Hoje, este é o seu fim."
O rosto de Elias alternou entre vermelho e branco. Olhando para os homens armados cercando o local, observando seus subordinados imobilizados e a carga pronta para embarque, mas que não poderia ser levada, a última faísca de esperança em seus olhos foi totalmente destruída.
Ele havia planejado aquilo por tanto tempo, preparado um complexo labirinto de ilusões para atrair o inimigo.
E, no final das contas, caiu na própria emboscada da volta inesperada.
Elias estava completamente encurralado na borda do convés do barco de pesca. Diante dele havia dezenas de canos de armas e, atrás, o mar profundo. Em todas as direções, cercavam-no os homens posicionados por Daniel e Gregório. Nem mesmo um pássaro conseguiria fugir daquele lugar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...