"Se ele conseguiu subornar a Gabriela e envenenar a Renata, pode fazer coisas muito mais terríveis."
"Neste momento crítico, vocês podem duvidar de mim, podem me odiar, podem não ficar tranquilos comigo."
"Mas vocês precisam ter clareza de uma coisa —"
"Além de mim, não há ninguém que lutaria com todas as forças, arriscando a própria vida para proteger a Renata."
"A Gabriela? Ela mal pode esperar para que a Renata morra logo.
Os seguranças e empregados lá fora? Eles estão apenas fazendo o trabalho pelo qual são pagos.
Os inimigos do Vicente? Cada um deles tem os seus próprios objetivos, não colocarão a vida da Renata em primeiro lugar."
"Apenas eu."
"Apenas eu, Daniel, de forma genuína e sincera, mesmo que isso signifique me sacrificar, sou aquele que vai garantir que a Renata continue viva e em paz."
"Eu a mantenho ao meu lado não para aprisioná-la, não para satisfazer os meus próprios desejos egoístas."
"É porque apenas debaixo do meu nariz eu posso garantir que no próximo segundo ninguém vai aparecer de repente para machucá-la."
"Eu posso abrir todas as credenciais de segurança da mansão para vocês, vocês podem enviar pessoas a qualquer momento para supervisionar, podem inspecionar a qualquer hora."
"Eu só tenho uma exigência —"
"Até que o Vicente seja pego, deixem que eu a mantenha em um lugar onde eu possa protegê-la."
"Quando todo o perigo acabar, se a Renata quiser ir embora, eu jamais a impedirei.
Se ela quiser nunca mais olhar na minha cara, eu desaparecerei da frente dela para sempre."
Aquelas palavras foram ditas de forma franca, porém pesada.
O quarto ficou instantaneamente silencioso.
Sófia abriu a boca, querendo rebater, mas percebeu que não conseguia pronunciar uma única palavra.
Porque tudo o que Daniel dissera, cada palavra, era a mais pura verdade.
Naquele momento de extremo perigo, emoções pessoais, ressentimentos do passado e a questão de confiar ou não haviam deixado de ser importantes.
O mais importante de tudo era apenas a segurança de Renata.
E a pessoa que poderia oferecer a maior segurança para Renata era, de fato, Daniel.
Gregório deu um olhar profundo a Daniel e assentiu lentamente: "Tudo bem, eu confiarei em você desta vez."
"Mas lembre-se do que você disse hoje.
Se acontecer a menor coisa com a Renata, eu não vou te perdoar."
Ela segurou a bandeja com o caldo: "O caldo está pronto, por que não tomam um pouco?"
"O corpo da nossa querida Renata está fraco, tome bastante caldo revigorante para melhorar mais rápido."
Ninguém percebeu.
No quarto.
Renata estava sentada na cadeira, olhando pela janela.
Ela não conhecia o seu passado, não sabia o que havia enfrentado, não sabia por que as pessoas ao seu redor a olhavam com tanta complexidade, e muito menos sabia que o perigo estava à espreita, se aproximando sorrateiramente.
Ela apenas sabia de uma coisa.
Ela havia voltado.
Voltado para aquele lugar que a deixava com um inexplicável pânico no coração, mas onde não tinha escolha a não ser ficar.
Daniel vigiava a uma curta distância, com os olhos nela sem desviar um segundo sequer.
-
Quando Sófia e Gregório foram embora, recomendaram repetidamente que Renata ligasse imediatamente se precisasse de algo, e com a cara fechada, alertaram Daniel para manter o bom senso.
Foi apenas quando Gregório a puxou que ela se aquietou e concordou em partir.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...