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A Glória da Ex-Esposa romance Capítulo 1515

Gregório segurou suavemente o pulso dela, indicando que se acalmasse.

Ele olhou para Daniel, que permanecia em silêncio ao lado, com um olhar afiado e calmo: "Você deve saber muito bem que o estado atual de Renata não suporta nenhum estímulo. Você tem certeza de que o seu lugar é o mais seguro?"

Daniel estava parado ao lado da cama, arrumando cuidadosamente os punhos da manga de Renata, com movimentos de uma gentileza indescritível.

Ao ouvir isso, ele ergueu os olhos lentamente, com um olhar denso voltado para Gregório e Sófia, e uma voz baixa, porém firme: "Eu tenho certeza."

"Em toda a cidade, agora não há nenhum lugar mais seguro do que a minha casa."

Sófia rebateu imediatamente: "Seguro? Da última vez foi exatamente na sua casa que ela foi envenenada e quase morreu bem debaixo do seu nariz. E agora você vem me falar de segurança?"

"Daniel, você se esqueceu de como a trancou antes, forçando-a a ficar sem comer e beber, deixando-a à beira da morte?"

Aquela única frase atingiu o ponto mais doloroso.

O pomo de adão de Daniel se moveu bruscamente, seu rosto empalideceu um pouco, mas ele não se enfureceu, apenas disse em voz baixa: "Antes a culpa foi minha, eu admito."

"Mas agora, eu não cometerei o mesmo erro."

"Eu não vou mais aprisioná-la, não vou mais forçá-la, não vou mais restringir a sua liberdade."

"Eu só vou mantê-la em um lugar onde eu possa vê-la e protegê-la."

Ele fez uma pausa, seu olhar pousou no rosto perplexo de Renata, e seu tom se suavizou, carregando uma firmeza quase humilde:

"Ela não se lembra de nada agora, e o momento de maior perigo ainda não passou."

"Vicente ainda está nas sombras, podendo atacá-la a qualquer momento, e quanto a Gabriela, eu já estou vigiando cada passo dela."

"Neste momento crítico, vocês podem não confiar em mim como pessoa, mas precisam admitir —"

Ele ergueu o olhar, afiado, pronunciando cada palavra com clareza: "Sou o único que genuinamente arriscaria a própria vida para protegê-la."

"Apenas comigo, eu posso mobilizar todas as forças para protegê-la sem deixar a menor brecha."

"Vocês podem acompanhá-la por um tempo, mas precisam lidar com Vicente, cuidar de seus próprios assuntos. É impossível que fiquem ao lado dela vinte e quatro horas por dia, sem arredar o pé."

"Eu posso."

Sófia também entendia essa lógica, mas a barreira em seu coração continuava intransponível.

Ela olhou para Renata, com os olhos cheios de compaixão: "Renata, você mesma quer ir? Se não quiser, não vamos forçá-la, eu levo você de volta para a minha casa."

Renata olhou perplexa para Sófia, e depois virou a cabeça para olhar para Daniel.

Os sentimentos dela em relação a Daniel eram muito complexos.

Não o conhecia, mas ele parecia inexplicavelmente familiar.

Não se lembrava do passado, mas podia sentir no olhar dele uma preocupação tão intensa que chegava a ser sufocante.

Do fundo de seu coração, ocasionalmente surgia um traço de resistência instintiva, mas o que predominava era uma dependência inexplicável.

Especialmente depois que ela acordou, aquele homem sempre permaneceu quieto ao seu lado, sem forçá-la, sem assustá-la, com uma gentileza cautelosa.

Ela mordeu o lábio levemente e abriu a boca em voz baixa: "Eu... eu vou com ele."

Uma única frase definiu completamente o desfecho.

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