O olhar de Gregório era gelado: "Continuem vigiando."
"Não o assustem."
"Esperem pelas minhas ordens para capturá-lo."
"Sim, senhor."
Após desligar o telefone, Gregório olhou para dentro do quarto.
Renata estava encostada na cabeceira da cama, conversando baixinho com Sófia. Havia um traço de confusão em seu rosto, mas também um pouco de vida.
Daniel estava sentado no canto, em total silêncio.
Gregório suspirou levemente.
Vicente ainda estava nas sombras.
O perigo ainda não havia passado.
Renata perdeu a memória, estava com a mente em branco.
Daniel a deixou ir e recuou para a margem.
Tudo havia chegado ao ponto mais crítico.
Ele se virou e olhou para a escuridão no fim do corredor.
Dentro do quarto.
Renata de repente falou suavemente, olhando para Sófia: "Eu... eu era muito infeliz antes?"
Sófia se assustou.
Ela não entendeu por que ela havia perguntado aquilo, ou talvez sua mente estivesse se lembrando de algo.
"Sinto que o meu coração está vazio e também tenho um pouco de medo."
Renata disse suavemente: "Parece... que sempre quis fugir, mas não sei para onde."
Sófia segurou a mão dela e disse calmamente: "Tudo isso já passou."
"A partir de agora, você está livre."
"Pode ir para onde quiser."
Havia momentos em que ela não sabia o que dizer com ela, Renata havia perdido a memória, e talvez aquele fosse o melhor plano de Deus.
Renata assentiu distraidamente, e seu olhar caiu inconscientemente sobre Daniel, que estava no canto.
Aquele homem.
Ela claramente não o conhecia.
Por que, ao olhar para ele, o coração dela doía de forma inexplicável?
Era como se tivesse esquecido algo muito importante.
Como se tivesse perdido uma vida inteira.
"Eu sou a noiva do Diretor Daniel, vim visitar a Renata."
A voz de Gabriela era suave: "O médico disse que ela acordou, então preparei um caldo nutritivo para ajudá-la a recuperar as forças."
A enfermeira hesitou.
A Senhorita Sófia havia deixado claro que estranhos não deveriam entrar.
Mas a mulher à sua frente era a noiva oficial de Daniel, e seu status estava ali. A enfermeira, sendo apenas uma funcionária, não tinha coragem de detê-la.
Por fim, a enfermeira deu um passo para o lado: "Então seja rápida, a paciente acabou de acordar e ainda está fraca, não pode se cansar."
"Eu sei, só vou dar uma olhada, dizer algumas palavras e irei embora."
Gabriela sorriu friamente no fundo de seu coração.
Nesta família, a futura senhora legítima sou eu, Gabriela, não ela, Renata.
Mesmo que Renata tivesse escapado da morte, o que importava?
Gabriela carregou a garrafa térmica e entrou no quarto, passo a passo.
A porta se fechou suavemente atrás dela, isolando a visão do mundo exterior.
Ela ficou ao lado da cama, olhando para Renata de cima a baixo, enquanto uma emoção complexa passava rapidamente pelos seus olhos —
Havia ciúmes, amargura, um medo persistente e um traço de alegria incontrolável.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...