Era Vicente.
O que ele estaria fazendo ali?
Por que ele apareceria no estacionamento subterrâneo daquele hospital?
Ele teria seguido ela e Gregório, ou... veio por causa da Renata?
Um pensamento terrível começou a crescer descontroladamente no fundo da mente de Sófia.
Renata foi envenenada, quase morreu.
Daniel disse que alguém queria pegar a Renata, que era algo para tirar a vida dela.
E Vicente, justamente agora, aparecia no hospital.
Seria tudo isso apenas coincidência?
Sófia não ousava continuar pensando.
Se o veneno de Renata tivesse realmente algo a ver com Vicente...
Então a situação era muito mais assustadora e perigosa do que imaginavam.
A expressão de Gregório também esfriou completamente.
Ele conhecia a personalidade de Sófia, ela nunca fazia tempestade em copo d'água, muito menos via coisas sem motivo.
Se ela disse que viu Vicente, então era Vicente.
A aparição de Vicente naquele momento definitivamente não era coincidência.
"Não entre em pânico." Gregório segurou firme a mão de Sófia, com um tom de voz estável para passar segurança. "Eu estou aqui."
Ele varreu o estacionamento com um olhar vigilante, baixando a voz: "Não importa o que ele veio fazer, vamos sair daqui primeiro para não alertá-lo."
"Mas a Renata..." Sófia disse preocupada.
"Vou mandar gente para cá imediatamente", disse Gregório com seriedade. "Vamos reforçar a segurança do hospital, monitorar a UTI 24 horas por dia. Qualquer um que se aproximar será rigorosamente revistado."
"Se Vicente realmente veio, o alvo provavelmente é a Renata."
"Vamos primeiro." Gregório amparou Sófia, caminhando em direção ao próprio carro e apertando o passo. "Quando voltarmos, discutiremos a estratégia imediatamente. Com Vicente aparecendo, isso já não é mais um problema só do Daniel."
Sófia assentiu, encostando-se firmemente em Gregório, olhando para trás a cada passo em direção àquele carro preto.
O veículo continuava parado silenciosamente no canto, como uma fera à espreita.
A pessoa lá dentro parecia estar observando-os silenciosamente através do vidro escuro.
Um calafrio subiu da sola dos pés até o topo da cabeça.
Gregório abriu a porta do carro e deixou Sófia entrar primeiro.
Enquanto isso.
Do lado de fora da UTI.
Daniel continuava parado no mesmo lugar, imóvel.
O assistente chegou apressado, com a expressão grave, e relatou em voz baixa:
"Sr. Daniel, acabamos de receber a informação de que parece haver algo anormal no estacionamento. A Srta. Sófia parece ter visto alguém, e o Sr. Pacheco já enviou reforços para vigiar o hospital."
Daniel abriu os olhos lentamente, e um brilho gélido passou por eles.
"Quem é?"
"Ainda não está claro, a pessoa se escondeu muito bem, não conseguimos captar o rosto." O assistente balançou a cabeça. "Mas... pela reação do Sr. Pacheco, deve ser alguém importante."
Daniel ficou em silêncio por um momento, e o canto de sua boca se curvou em um sorriso extremamente tênue e frio.
-
O dia ainda não tinha amanhecido completamente no hospital.
As luzes do corredor da UTI eram de um branco frio.
Após a lavagem estomacal devido ao envenenamento, os indicadores de Renata finalmente se estabilizaram. O respirador já havia sido removido, mas ela continuava inconsciente, sem abrir os olhos nenhuma vez.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...